terça-feira, 5 de maio de 2026

John & Yoko ao vivo no cinema!

 Gente, fomos ver o filme de John & Yoko no Madison Square Gardens.

Minhas impressões em bullets..

·         Posso dizer que sobrevivi... mas quase que pedi desculpas à Rosane e à Leila, duas ouvintes queridas do Submarino Angolano, por ter-lhes estimulado a presença... elas foram junto comigo e minha família...
·         Mas não pedi desculpas pois faz parte do aculturamento Beatlemaníaco,
·         Era um passo necessário, faz parte das dores do crescimento.
·         Eu gostei de ver a coisa na telona (já havia visto, mais de 30 anos atrás, mas em video-cassete)
·         Mas junto com a telona vem a imagem grande daquela senhora e o som alto daqueles gritos.
·         Yoko tem valor nas letras dela, We´re All Water é legal, foram importantes e tal, mas não dá pra ouvir...
·         Foram 5 das 16 canções, mas ela ainda quis fazer screaming backing vocal em Hound Dog, sorry Elvis!
·         Era uma tortura ver quando ela se levantava do banquinho, onde fingia que tocava teclado, que estava desligado, pra vir cantar solo ao microfone, "ah, não, mais uma?”
·         Ela poderia ter nos poupado de ouvir 15 minutos cantando Don't Worry Kyoko!
·         Devo admitir que foi muito bonitinho John aparecer no backing vocal nos refrões de Born In A Prison
·         John estava legal, fez interpretações tocantes de Mother e Imagine, com direito a close total, a cara dele a ocupar a telona toda, com suor no rosto... valeu o filme!
·         Ele abriu o show com New York City, óptimo rock mas aquela Elephant's Memory Band não apareceu com um solitário vocalista pra fazer backing no refrão  “Que pasa, New York?”
·         It's So Hard, única concessão ao álbum Imagine (além da canção título) foi legal mas ele não cantou igual ao original nos refrões.
·         Well Well Well parece que foi colocada pra mostrar que ele também sabe gritar...
·         Cold Turkey, que nunca esteve em minhas favoritas, também serviu ao efeito.
·         Instant Karma foi legal, com ele ao teclado, o público acompanhou no refrão. 
  • Faltou, e como faltou Woman is The Nigger of The World, o maior manifesto pró-mulheres já feito, mantido fora por Sean Lennon, por causa DAQUELA palavra 
·         A única concessão aos old times, declaração de John, que veio acompanhada de um gesto de cortar o pescoço, foi Come Together, que ele cantou sem errar a letra, ele mesmo se surpreende
·         Mas esteve a anos-luz da versão que ouvimos em disco,três anos antes, pois aquela banda não tínha um mísero guitarrista pra ao menos tentar lembrar George naquele fenomenal duelo voz-guitarra ao final.
·         Aliás, quem se salva naquela banda é o saxofonista, que deu óptimos solos, e ainda comandou um cowbell na parafernália final de Give Peace a Chance...
·         Que abriu com a declaração-alerta de Yoko, sobre Adolf Hitler, um outro ponto alto, admito! A ideia foi boa, serviu como manifesto, e aplica-se ao presente, mas soube que na verdade não houve aquela declaração... a ver...
·         E foi bom ver Stevie Wonder jovenzinho subir pra cantar junto na apoteose final...
·         Enfim, foi duro, mas foi bom, nada mais que isso.
·         A melhor declaração de todas foi a da Neusa, que disse:

"Não foi à toa que ele não quis fazer mais nenhum show ao vivo!"




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