Gente, fomos ver o filme de John & Yoko no Madison
Square Gardens.
Minhas impressões em bullets..
· Posso dizer que sobrevivi... mas qauase que pedi desculpas à Rosane e à Leila, duas ouvintes queridas do Submarino Angolano, por ter-lhes estimulado a presença...
· Mas não pedi pois faz parte do aculturamento Beatlemaníaco,
· Era um passo necessário, faz parte das dores do crescimento.
· Eu gostei de ver a coisa na telona (já havia visto, mais de 30 anos atrás, mas em video-cassete)
· Mas junto com a telona vem a imagem grande daquela senhora e o som alto daqueles gritos.
· Yoko tem valor nas letras dela, foram importantes e tal, mas não dá pra ouvir...
· Foram 4 das 16 canções, mas ela quis ainda fazer screaming backing vocal em Hound Dog, sorry Elvis!
· Era uma tortura ver quando ela se levantava do banquinho pra vir cantar solo ao microfone, "ah, não, mais uma?”
· Ela poderia ter nos poupado de ouvir 15 minutos cantando Don't Worry Kyoko!
· Devo admitir que foi muito bonitinho John aparecer no backing vocal nos refrões de Born In A Prison
· John estava legal, fez interpretações tocantes de Mother e Imagine, com direito a close total, a cara dele a ocupar a telona toda, com suor no rosto... valeu o filme!
· Ele abriu o show com New York City, óptimo rock mas aquela Elephant's Memory Band não apareceu com um solitário vocalista pra fazer backing no refrão “Que pasa, New York?”
· It's So Hard, única concessão ao álbum Imagine (além da canção título) foi legal mas ele não cantou igual ao original nos refrões.
· Well Well Well parece que foi colocada pra mostrar que ele também sabe gritar...
· Cold Turkey, que nunca esteve em minhas favoritas, também serviu ao efeito.
· Instant Karma foi legal, com ele ao teclado, o público acompanhou no refrão.
· A única concessão aos old times, declaração de John, que veio acompanhada de um gesto de cortar o pescoço, foi Come Together, que ele cantou sem errar a letra, ele mesmo se surpreende
- Faltou, e como faltou Woman is The Nigger of The World, o maior manifesto pró-mulheres já feito, mantido fora por Sean Lennon, por causa DAQUELA palavra
· Mas esteve a anos-luz da versão que ouvimos em disco 3 anos antes, aquela banda não tínha um mísero guitarrista pra ao menos lembrar George naquele fenomenal duelo voz guitarra ao final.
· Aliás, quem se salva naquela banda é o saxofonista, que deu óptimos solos, e ainda comandou um cowbellna parafernália final de Give Peace a Chance...
· Que abriu com a declaração-alerta de Yoko, sobre Adolf Hitler, um outro ponto alto, admito!
· E foi bom ver Stevie Wonder jovenzinho subir pra cantar junto na apoteose final...
· Enfim, foi duro, mas foi bom, nada mais que isso.
· A melhor declaração de todas foi a da Neusa, que disse:
"Não
foi à toa que ele não quis fazer mais nenhum show ao vivo!"
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