Aqui, eu poderia dizer o que acontece, mas vão me acusar de spoiler guy... só posso adiantar que o desempenho das crianças é sensacional.
O interessante é que tem gente que vai ver o filme sem saber de nada e só descobre que estão contando a história de Shakespeare já além do meio do filme quando ele, em desespero, considera o suicídio, e começa a recitar o famoso To be... or not to be ... that is the question, à beira do Rio Tâmisa! Só aí, eu, inculto que sou, percebi que o TO BE queria dizer "permanecer vivo" e o NOT TO BE queria dizer "matar-se". E o nome do poeta mesmo, só aparece em sua integridade no quarto final do filme (nem Will ou William havia aparecido até então), quando Agnes, de vestido vermelho, chega a Londres com o irmão ao Globe Theatre, que Shakespeare havia construído, para ver uma performance de Hamlet.
E, como tem sido a receptividade? Não é de grandes bilheterias mas a crítica joga lá em cima, merecidamente, especialmente pelo desempenho dos atores, e o circuito de premiação tem sido generoso. Mescal e Buckley concorreram ao Globo de Ouro para atores em Drama, e ela ganhou (Mescal perdeu para Wagner Moura). Ela está indicada ao Oscar, e deve levar, fácil. Já ganhou também o Bafta e Critics Choice. Mescal não concorre ao Oscar.
Pra finalizar, eu não poderia deixar de ter notado que Hamnet tem duas conexões com o mundo dos Beatles, através de seu elenco e equipe, afinal, o produtor original é Sam Mendes, mas o Steven Spielberg embarcou na co-produção!!! Mas o que interessa é que Sam Mendes vem a ser o idealizador do maior projeto filmográfico sobre a vida dos Beatles, pode-se dizer, da história, afinal ele está produzindo 4, repito, quatro filmes, todos contando a mesma história, mas cada um sob o ponto de vista de cada um dos Beatles, veja só. E aí vem a outra ponta de ligação de Hamnet com os Beatles: Paul Mescal, o Shakespeare de Hamnet, vai viver Paul McCartney nos 4 filmes!!
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