segunda-feira, 20 de junho de 2022

Bond 60 - Diamonds Are Forever - 0 7º filme de 007

Nesta celebração dos 60 anos de Bond, que celebraremos em 5 de outubro, é Oswaldo Pereira quem comanda!

Os primeiros episódios estão ao final desta postagem!

Hoje é para anunciar a análise do 7º filme da franquia do cinema mais longeva e famosa de todos os tempos:

Diamonds Are Forever


Nosso expert Oswaldo conta tudo sobre o filme em duas partes!

Na primeira, ele já conta a trama toda do filme, que tem Sean Connery de volta! Apesar de sucesso, foi considerado um dos menos brilhantes da saga

http://obpereira.blogspot.com/2022/04/bond-60-15-diamonds-are-forever-parte-i.html
Na segunda, o resto de sua incrível trama, e algumas curiosidades sobre o
elenco, principalmente da Bond Girl, que seria a Sra. Bond, por pouquíssimo tempo, a escolha de um vilão espetacular, e também a incrível história da canção tema, que foram duas, uma delas, na impressionante voz de Louis Armstrong!
PUBLICAÇÕES ANTERIORES

On Her Majesty's Secret Service -  o 6º filme, em duas partes

Nosso expert Oswaldo conta tudo sobre o filme em duas partes!

Na primeira, discorre sobre a escolha do novo ator para o papel, pois Sean Connnery havia decidido abandonar a franquia, para não marcar demais sua carreira com ator, como diri, 'sério'. E conta metade da trama, até Bond chegar à Suiça, para a famosa cena nos Alpes!

 http://obpereira.blogspot.com/2022/04/bond-60-15-diamonds-are-forever-parte-i.html

Na segunda, todos os bastidores, como a rápida consideração de John Gavin para o papel, a imposição de Connery a preço de outro, mais de milhão de dólares, que ele doou para a caridade, a chamada do diretor e da cantora de Goldfinger, e tudo o mais que precisa ser sabido. Oswaldo não dá ponto sem nó!
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You Only Live Twice
o 5º filme, em duas partes

Nosso expert Oswaldo conta como foi o filme, que no Brasil saiu como Com 007 Só Se VIve Duas Vezes, 5º filme em 5 anos, como de praxe, em duas partes. 

Nesta 1ª,  Bond morre... só que não ... Depois Bond convence a inimiga a trair o chefe ... só que não... enfim, leia aqui o começo da trama.

http://obpereira.blogspot.com/2022/03/bond-60-11-you-only-live-twice-parte-i.html?m=1

E aqui, o resto do filme e o que aconteceu nos bastidores, com direito a ameaça de suicídio de uma atriz e com a decisão de SeanCOnney jamis interpretarJames Bond de novo ... só que não...

http://obpereira.blogspot.com/2022/03/bond-60-12-you-only-live-twice-parte-ii.html?m=1


Thunderballo 4º filme, em duas partes

Nosso expert Oswaldo conta como foi o filme, que no Brasil saiu como 007 Contra Chantagem Atômica, 4º filme em 4 anos, como de praxe, em duas partes. 

Nesta 1ª, ele conta a trama do filme, seu incrível orçamento e lucratividade 

http://obpereira.blogspot.com/2022/02/bond-60-9-thunderball-parte-i.html

E aqui, a briga pela autoria, a escolha do elenco,  e incríveis curiosidades sobre a cação tema

http://obpereira.blogspot.com/2022/02/bond-60-10-thunderball-parte-ii.html


Goldfingero 3º filme, em duas partes

Nesta 1ª, fala sobre os incríveis gastos com o filme e como e entrou no livro dos recordes. Ah, sim, e o começo da trama culminando com a incrível cena da garota dourada...

http://obpereira.blogspot.com/2022/01/bond-60-7-goldfinger-parte-i.html

E na 2ª, o resto da trama, e detalhes sobre a direção, os atores, o OSCAR que ganhou, e a tristeza ... Ian Fleming não viu...

http://obpereira.blogspot.com/2022/02/bond-60-8-goldfinger-parte-ii.html


From Russia With Love, o 2º filme, em duas partes

Na primeira, ele conta toda a trama.

http://obpereira.blogspot.com/2022/01/bond-60-5-from-russia-with-love-parte-i.html

Na segunda, alguns fatos fundamentais da franquia, como a chegada do ator que fez Q em 16 filmes, a pasta 007 que ganhou fama mundial, a escolha dos atores para Bond Girl e para o capanga, enfim, e curiosidades, inclusive a final, que não sabia... e me deixou arrepiado!

http://obpereira.blogspot.com/2022/01/bond-60-6-from-russia-with-love-parte-ii.html


Dr. Noo 1º filme, em duas partes

Nesta 1ª, a aparição de James Bond na cena do casino, o começo da trama até o surgimento das águas de Ursula Andress

http://obpereira.blogspot.com/2021/12/bond-60-dr-no-parte-i.html

Na 2ª, a continuidade da trama, a derrota do vilão, e a celebração de atores que seguiram firmes na franquia.

http://obpereira.blogspot.com/2021/12/bond-60-dr-no-parte-ii.html

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E mais dois textos  introdutórios à franquia

A origem do personagem

http://obpereira.blogspot.com/2021/10/bond-60-o-ornitologo-e-o-escritor.html

A escolha de Sean Connery como o 1º James Bond 

http://obpereira.blogspot.com/2021/11/bond-60-procura-de-bond_19.html




domingo, 19 de junho de 2022

Paul is 80 and Rolling

Escrevi este texto há 17 anos.
Portanto, leia o texto pensando estar em 2005!
Nesse tempo, ele se separou da mulher... E casou com outra...
E cantou para Obama... E gravou outros 7 CDs...
E lançou documentário ... e lançou livro de letras ...

E fez centenas de shows pelo mundo,
Como sempre, com mais de 3 horas, sem beber água!
E já voltou à estrada,  após a pandemia!

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Há uns três meses tenho estado acometido da Síndrome Noticiosa Aguda. Explicando: estou viciado em notícias via FM, enquanto dirigindo meu carro .... música, só entre 19:00 e 20:00 (“Esta é a Voz do Brasil!”). Nas últimas semanas, porém, outro poder se “alevantou”, salvando-me temporariamente do vício: chegou em casa uma caixinha com três CDs, encomendados via internet. O primeiro que ouvi (claro!) foi o novo disco de Paul McCartney, chamado “Chaos and Creation in the Backyard”. Trata-se do 20º disco de estúdio de Sir Paul (sem contar os discos ao vivo) desde que deixou os Beatles, há (pasmem!) 35 anos. Desde então, venho prestando atenção aos detalhes, entendendo as letras, ouvindo e re-ouvindo este que é, sem dúvida, o seu melhor disco em 20 anos. As notícias ficaram para trás, por um momento!
Esta é a terceira vez que Paul se aventura a ser um ‘One-Man-Band’. Isso é para poucos! O primeiro disco solo, McCartney, em 1970, também foi o primeiro deste tipo, em que ele é o único instrumentista, mostrando todo seu talento. Foi até sintomático aquele lançamento, pois, na primeira vez em que canta solo, ele ‘manda um aviso’ aos outros Beatles: ‘Não preciso de vocês!’. Nem deles, nem de ninguém: tocou, além do baixo elétrico (sua especialidade), guitarra, bateria e piano. Aqui, cabe um esclarecimento: tocar tudo não significa tudo ao mesmo tempo! Primeiro grava-se uma base com a música toda, com piano ou guitarra, com voz ou não, depois se vai acrescentado um a um os instrumentos que faltam. Recurso disponível com a tecnologia de estúdio.
Entretanto, aquela não foi a primeira vez em que tocou algo diferente do que o seu querido baixo Hoffner (só se ficarmos no instrumentos de cordas). Em 1969, ainda Beatle, quando estava de férias, John apareceu à porta de Paul, que morava perto de Abbey Road, e disse: ‘Vamos para o estúdio!’ Ele havia acabado de compor uma ode a sua lua de mel com Yoko Ono, “The Ballad of John and Yoko”, e não queria deixar de registrar. Como George e Ringo também estavam de férias, porém, fora da Inglaterra, resolveram tudo eles mesmos: John além de ser o guitarrista-base, como sempre, fez também o papel de George, tocando a guitarra solo, e Paul, normalmente só baixista, fez também o papel de Ringo, tocando bateria. Num dos momentos da gravação, John, tocando guitarra, perguntou a Paul, tocando bateria: “All right, Ringo?” E Paul respondeu: “Yeah: George!” A brincadeira foi lançada em compacto e foi um grande sucesso, como sempre! Os outros dois Beatles não gostaram muito, mas, afinal, ganharam sem trabalhar!
Claro que, depois daquela primeira aventura super solo, ele montou algumas bandas até fixar um novo grupo, Wings, e saiu fazendo shows pelo mundo. Seus maiores sucessos no início da década foram “Another Day”, “Maybe I’m Amazed” e “Live and Let Die”, esta última, tema do sétimo filme de James Bond. Fato interessante do começo desta fase é que, sem fazer shows ao vivo há mais de cinco anos, desde o último show dos Beatles, em Candlestick Park, San Francisco, em 1966, ele estava inseguro quanto à sua capacidade no palco. Então, começou a tocar, de graça, e sem aviso, nas universidades dos Estados Unidos, assim quase que batendo à porta dos reitores das escolas e se oferecendo: ‘Podem abrigar um show de uma banda que está começando?’. Dá para imaginar o furor que eram aquelas incertas!
Aliás, incerto foi também o começo da nova banda, mas ela acabou se firmando com alguns bons discos, o melhor deles, ”Band on the Run”. A fase Wings foi marcada também pela prisão de Paul, em Tokyo, por porte de maconha. O acontecimento proporcionou as únicas 24 horas seguidas em que ficou sem a companhia de Linda, sua mulher desde 1968 até 1997, quando morreu de câncer, sem dúvida, uma bonita história de amor. Já a cannabis também foi companheira de Paul durante uns bons 15 anos! Ele foi o último dos Beatles a embarcar na onda daquela juventude, no meio da década de 60. Muitos ingleses nunca se esquecem de sua declaração na TV, admitindo o consumo, com aquela carinha de anjo: não viu necessidade de mentir. Ele não foi tão fundo nas drogas como John, mas acabou por adotar a maconha como inspiradora mental. Até fez uma de suas canções com letra dedicada ao hábito, “Got To Get You Into My Life”, do disco ”Revolver”, de 1966. Sabiam? Notem bem a letra: parece que ele agradece por ter encontrado alguém que mudou sua vida mas, na verdade, esse ‘alguém’ é a marijuana! Releiam a letra com mais atenção: ele começa com ‘I was alone, I took a ride, I didn’t know what I would find there. Another road where maybe I could see another kind of mind there!’, e termina perguntando ‘What are you doing to my life?’. Só entendi isso quando li relato dele mesmo no livro “Many Years From Now”, de sua autoria.
Quando Wings terminou, ele lançou o 2º disco tocando tudo, em 1980, ”McCartney II”. Só que, naquela oportunidade, usou e abusou da música eletrônica, moda na época, e acabou produzindo um disco estranho, que tinha pérolas como “Temporary Secretary”, que ele teve a coragem de lançar em ‘single’. Mesmo assim, ainda conseguiu um hit, com “Coming Up”. Durante a década de 1980, ele lançou discos como Paul McCartney, simplesmente, sem montar uma banda fixa. Foram alguns bons discos com algum sucesso comercial, dos quais meus favoritos são “Pipes of Peace”, “London Town” e “Tug of War”. Fez interessantes parcerias com Michael Jackson (“The Girl Is Mine” e “Say, Say, Say”) e Stevie Wonder (“Ebony and Ivory”) que foram grande sucesso. Sozinho, marcou um grande hit com o compacto “Mull of Kintire”, homenagem ao local de sua casa de campo na Escócia, que vendeu, só na Inglaterra, mais de 3 milhões de cópias, um recorde do Guinness. A canção, linda, é marcada por uma sinfonia de 100 gaitas de fole. No final da década, resolveu fazer uma excursão mundial, preenchendo mais da metade do repertório do show com canções suas da época Beatle. Antes, a concessão era de uma ou duas, apenas. Foi um delírio, sucesso absoluto, e lhe rendeu mais uma inscrição no Guinness, recorde até hoje não superado: reuniu, em recinto pago, o maior público para um artista solo, em outras palavras, 183.000 pessoas, no Maracanã, em abril de 1990. E eu era uma delas, claro!
Na década de 90, uns poucos discos, entre eles o “Unplugged – The Official Bootleg”: Paul foi o primeiro a gravar, em disco, o show acústico ao vivo promovido pela MTV, que começara em 1989. Ele quis evitar a gravação pirata (‘bootleg’) que sempre acontecia com os outros artistas convidados, mostrando, mais uma vez, seu tino comercial! Fez outra excursão mundial, em 1993: ele esteve no Brasil, em São Paulo e Curitiba, e eu não pude ir devido a compromisso profissional, ‘shit’! O fato mais marcante da década, entretanto, foi o câncer e a morte de Linda, sua companheira de quase 30 anos, em 1997, mãe de seus três filhos até então, mais um ente querido levado pela terrível doença. Treze meses de luto depois, veio o flerte com Heather Mills, modelo-loira-ativista-anti-minas-nomeada-para-o-Nobel, namoro, casamento e, finalmente, sua última filha, Beatrice, hoje com dois anos de idade. A volta ao trabalho foi em 2000, com um disco chamado ”Run Devil Run”, que tinha apenas três inéditas McCartney (uma delas, a música título) e era puro Rock & Roll. Marcante foi a banda que ele amealhou. Qual outro artista poderia dar-se ao luxo de ‘contratar’ um baterista como Ian Paice, do Deep Purple ou, mais ainda, tirar da aposentadoria de seis anos o lendário David Gilmour, guitarrista do Pink Floyd? Outra marca do retorno à vida artística, foi a gravação do DVD ao vivo no Cavern Club, ou melhor, na réplica da birosca onde começara sua carreira, mais de 40 anos antes, tocando muitas das canções do disco.
O relacionamento com Heather foi inspirador de muitas das canções de seu disco ”Driving Rain”, de 2001, de relativo sucesso. Junto com ele, a excursão “Back To US”, dedicada apenas aos Estados Unidos. No título, uma brincadeira com um dos grandes sucessos da era beatle, “Back To USSR”. Quase 30 cidades americanas foram visitadas, shows em ginásios de basketball, todos lotados. Felizmente, uma delas foi Houston, onde morava, e eu tive o privilégio de assistir. Imediatamente, desbancou “In The Flesh”, de Roger Waters, do posto de ”Melhor-Show-Que-Eu-Já-Assisti!”, não só pelas canções, mas também pela cuidadosa (e audaciosa) produção, banda impecável e, principalmente, pelo carisma de Paul, extremamente simpático, conversando muito com a platéia, contando muitas histórias divertidas. Uma verdadeira benção! Minha família e os felizardos houstonianos tivemos o privilégio de ouvir algumas canções beatle que jamais haviam sido executadas em público, com destaque absoluto para “She’s Leaving Home”, balada magnífica presente em ”Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”, de 1967. Jamais ela poderia ser cantada ao vivo, naquela época. Infelizmente, esta canção não está presente nem no CD nem no DVD que reproduzem o show, o que somente reforça o caráter de exclusividade da audição ao vivo. Obrigado, Paul! No DVD, com excelente edição, é mostrada a grandiosidade da excursão pelos Estados Unidos, com todo o equipamento sendo transportado de cidade a cidade por seis gigantescos ‘eighteen wheelers’, como os americanos gostam de denominar aquelas enormes jamantas de cinco eixos e 18 rodas (daí, o nome). Nas imagens da platéia, entrecortadas com imagens do show propriamente dito, alguns dos melhores momentos são retratados: a presença de estrelas como Michael Douglas e Jack Nicholson sorrindo como crianças, a mescla de jovens, velhos e outros nem tanto, acompanhando as letras das canções e, no momento mais tocante, um quase cinqüentão (como eu), ouvindo calado os acordes de “All My Loving” com os olhos marejados, as lágrimas escorrendo pelos cantos dos olhos, não se sabe se recordando o passado perdido, ou emocionado e agradecido por estar presenciando um show do maior artista vivo deste planeta.
Depois de um recesso para dedicar-se à gravidez de Heather e aos primeiros meses da vida de Beatrice, dedicou-se ao presente lançamento, que ora passo a descrever, brevemente.  Desta vez, a aventura de tocar tudo veio acompanhada de muita musicalidade e inspiração. “Chaos and Creation in the Backyard” é generoso: são 13 canções, todas de autoria de Paul. O disco inteiro foi bem recebido pela crítica e vai bem com o público, saindo facilmente da rotina beatlemaníaca do oba-saiu-mais-um-disco-de-Paul-e-vou-comprar-mesmo-que-seja-uma-droga! Escrevo sobre ele aqui neste link.

O disco está sendo levado na mais nova excursão de Paul, “US”, novamente somente para olhos, ouvidos e corações americanos. A patuléia ignara do ‘resto do mundo’ terá que esperar pelo DVD. Bem, claro que, no palco, ele está acompanhado de vários instrumentistas, não dá para reproduzir a mágica de estúdio. O nome da excursão é, novamente, um magnífico duplo sentido com o nome do país US (United States) e a idéia de compartilhamento ‘Us’ (Nós), em contraponto a ‘Me’ (Eu), garantindo que, no palco, não está sozinho, como no disco, ou ainda, dando uma idéia de união entre ele e o público que o ouve. Mais uma vez, Paul é partícipe de um “Pela primeira vez ...”: em uma das ‘performances’ do show, Paul e sua banda acordaram os astronautas da Estação Espacial Internacional pela primeira vez com uma performance ao vivo. Normalmente, os astronautas são acordados por música gravada. As canções escolhidas foram “English Tea” e “Good Day Sunshine”, esta última de ”Revolver”, muito apropriada para quem está acordando com a luz do sol batendo firme nos olhos, como nenhum outro ser humano pode apreciar. Vi a cena: lá no alto, dois astronautas, um americano, que dava piruetas de felicidade, em gravidade zero, ao lado de um soviético que parecia não estar lá muito bem entendendo o que se passava.
Bem, como já visto, Paul adora nomear suas excursões de maneira inteligente. A do ano que vem, como eu previra há anos atrás em conversas com amigos, deverá se chamar “Now I’m 64, clara alusão ao grande sucesso “When I’m 64”, uma canção ao estilo vaudeville lançada em ”Sgt.Peppers...”, em que ele se imagina velho, caído, temeroso se ainda teria a companhia de sua amada, numa situação de futuro então muuuuito distante: ‘Will you still need me, will you still feed me, when I’m sixty-four?’. Em 18 de junho de 2006, ele completará 64 anos e, se tudo correr como planeja, ainda estará muito ativo, rodando, desta vez, pelo mundo, encantando a galera. Felizmente, o Brasil está em seus planos!
O título deste artigo foi inspirado em uma coincidência tripla. O segundo disco que ouvi da encomenda foi o novo lançamento de outros sessentões, que também estão ainda ‘Rolling’: os Stones. Profético foi Mick Jagger ao nomear a banda, lá no início da década de 60, baseado em uma passagem de um grande sucesso de blues que dizia: ‘Rolling stones gather no moss’, traduzindo, ‘Pedras que rolam não criam limo.’. E eles vêm seguindo aquela máxima há mais de 40 anos: para não criar limo eles seguem na estrada, nunca ‘disbanded’, como fizeram os Beatles, Pink Floyd e tantas outras bandas de rock, continuam fazendo shows pelo mundo. Quando morreu um importante membro, Brian Jones, substituiram-no e seguiram adiante, ao contrário de Led Zeppelin, que encerrou a carreira quando morreu o baterista John ‘Bonzo’ Bonham. Enfim, seguem fazendo seu rock’n roll. Se bem que, no caso deles, já entrou na categoria ‘Rug’n Roll’. Dá pra notar a idade deles, mas só nas faces: no palco, a energia, principalmente de Mick, é contagiante. A máxima deles é bem direta, já admitiram: se dá para seguir faturando, por que não? A segunda parte da coincidência também é porque eles também produziram o melhor disco deles em muito tempo! Não sou especialista na carreira deles, mas garanto ser o melhor dos últimos cinco que ouvi. São 16 canções (foram até mais generosos que Paul), todas de autoria Jagger/Richards, umas poucas baladas e muito rock, blues e ritmos dançantes. Uma última parte da coincidência fica por conta do título do disco: “A Bigger Bang”, portanto, como no disco de Paul, falando em ‘Criação’.
Bem, comecei este papo, vejam bem, apenas para recomendar o novo disco de Paul, acabei falando sobre sua carreira solo, e terminei, vejam só, mudando até de artista! A sorte de vocês é que ainda não ouvi o terceiro disco, o último dos Titãs, outros que admiro muito e que caminham a passos largos para se tornarem dinossauros do rock.
Abraço!

sábado, 18 de junho de 2022

O Submarino Angolano apresenta os Nomes de Lugares na canções dos Beatles

 

JÁ FORAM 41 VIAGENS!!!

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Antes, está combinado!! 

Logo mais às 13 horas, 

mais uma edição do Submarino Angolano, 

com mais uma nova atração!

Admito ser um horário ingrato, mas sempre tento!

Se tudo falhar, na 2ª feira, tem podcast!

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No programa de 25 de junho, o 4º capítulo projeto, 

'As curiosidades estatísticas nas Letras dos Beatles'

E tem mais Star Club em Hamburgo

E mais canções que os citam....

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Se ligue em lacluandafm.blogspot.com e dê um Play!

No celular, é melhor com este LINK

 

  1. Neste LINKMinha apresentação aos ouvintes da Rádio
  2. Neste LINKA gênese da capa do LP Abbey Road
  3. Neste LINKAs 8 condições SineQuaNon dos Beatles
  4. Neste LINKAnálise de Misery estendida
  5. Neste LINKAnálise de Ticket To Ride estendida
  6. Neste LINKAnálise de de It Won't Be Long estendida
  7. Neste LINKMinha viagem comparando Imagine com Star Trek
  8. Neste LINKAnálise de You Won't See Me estendida
  9. Neste LINKHomenagem a Buddy Holly e Don McLean
  10. Neste LINKHomenagem a Lizzie Bravo + Across The universe
  11. Neste LINKAnálise de If I Fell, estendida
  12. Neste LINKAnálise de We Can Work It Out, estendida
  13. Neste LINKAnálise de de Hey Bulldog, estendida
  14. Neste LINKAnálise de Penny Lane, estendida
  15. Neste LINKAnálise de Piggies, estendida
  16. Neste LINKAnálise de Magical Mistery Tour, estendida
  17. Neste LINKAnálise de I Am The Walrus, estendida
  18. Neste LINKAnálise de Girl, estendida
  19. Neste LINKAnálise de I've Got A Feeling, estendida
  20. Neste LINKAnálise de One After 909, estendida
  21. Neste LINKAnálise de Call Your Name, estendida
  22. Neste LINKAnálise de She Said She Said
  23. Neste LINKO 1º Capítulo do Projeto Medley Abbey Road 
  24. Neste LINKO 2º Capítulo do Projeto Medley Abbey Road 
  25. Neste LINKO 3º Capítulo do Projeto Medley Abbey Road 
  26. Neste LINKO 4º Capítulo do Projeto Medley Abbey Road 
  27. Neste LINK, O 5º Capítulo do Projeto Medley Abbey Road
  28. Neste LINK, o 6º Compacto dos Beatles
  29. Neste LINKAnálise de The Ballad Of John And Yoko
  30. Neste LINKAnálise de Happiness Is A Warm Gun
  31. Neste LINKAnálise de While My Guitar Gently Weeps
  32. Neste LINKAnálise de You Know My Name (Look Up The Number) 
  33. Neste LINK1ª Década sem os Beatles
  34. Neste LINK2ª Década sem os Beatles 
  35. Neste LINK3ª Década sem os Beatles
  36. Neste LINKA 4ª Década sem os Beatles
  37. Neste LINKA 5ª Década sem os Beatles 
  38. Neste LINKA 6ª Década sem os Beatles
  39. Neste LINK, Os Números nas Canções dos Beatles
  40. Neste LINK, Os Nomes de Gente nas Canções dos Beatles
  41. Neste LINK, Os Nomes Próprios nas Canções dos Beatles

sexta-feira, 17 de junho de 2022

A vida de Paul McCartney como Ex-Beatle

Paul McCartney após The Beatles

Este é um extrato matricial do Projeto 'As Décadas Sem The Beatles' no que tange às principais contribuições de Paul McCartney, nesta ocasião em que celebramos seus 80 anos, em 18 de junho. 

Outras homenagens ao nosso Vovô predileto, aqui neste LINK

Em tempo, Ringo é nosso Bisavô predileto!

Vale a ressalva inicial que o estudo não pretende esgotar o que foi a carreira solo do baixista dos Beatles, longe disso!

Aqui, neste LINK, encontrará o áudio, de 1 hora e 11 minutos

E abaixo, tudo transcrito, pra sua orientação sobre o que está ouvindo.

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A Década de 1970 – Going Solo



Trecho de Another Day

Paul McCartney começou com dois LPs solo, um deles ainda antes do fim dos Beatles, com uma obra-prima (Maybe I’m Amazed), 

Trecho de Maybe I'm Amazed

e três singles, um deles 1º lugar nas paradas, 

Trecho de Uncle Albert / Admiral Halsey

mas o que eu mais gosto daquele início é Another Day, marca registrada do maior storyteller dos Beatles. Depois, tentou recriar o clima de banda, montando Wings, que teve muitas configurações, chegando a ser um trio em dois períodos (Paul, Linda e Denny Laine),. Ela excursionou pelo mundo. Nos Estados Unidos, Paul teve mais 6 singles e 5 LPs no topo das paradas, 

Trechos de 

My Love, 

Band On The Run, 

Listen To What The Man Said, 

Silly Love Songs, 

With a Little Luck, 

Coming Up

mas o único Nº1 na sua terra natal veio apenas com Mull of Kintire, que paradoxalmene nem coçou o topo das paradas do outro lado do Atlântico. Amo a música, a letra e as gaitas de fole.

Trecho de Mull Of Kintire

A banda acabou ainda na mesma década, na prática, quando Paul foi preso no Japão por posse de maconha. Depois daquilo, nada lançaram de marcante até seu fim oficial, em 81, quando Paul já havia lançado seu segundo disco totalmente solo, McCartney II.

Trecho de Temporary Secretary

 No cômputo geral da década, Paul lançou 36 singles!!! Seria um recorde mundial? Na vida pessoal, levou Linda aos palcos e ela lhe deu mais dois filhos, Stela e James, sendo que o parto da menina quase a levou deste mundo.

A cereja do bolo, para Paul, seria um Oscar a que concorreu em 73, por Live And Let Die, tema do filme homônimo de James Bond, mas ele não veio.

Trecho de Live And Let Die

A década foi também marcada por desavenças comerciais entre os Beatles, com Paul processando os demais por conta da associação deles com um empresário inescrupuloso (processo que ele ganhou!), mas não entrarei em detalhes sobre o tema. Destacarei aqui o embate artístico que essa celeuma provocou entre os dois membros da maior dupla de compositores que já se viu, uma troca de farpas musicais, mais especificamente por duas canções: Too Many People, de Paul,

Trecho de Too Many People

lançada em RAM, seu ótimo 2º LP em 71, onde Paul insinua a culpa de John pela separação dos Beatles (verdade!) mas que não precisa mais dele (mentira!), e John responde asperamente em How Do You Sleep, lançada em Imagine, também seu 2º LP, atacando o estilo de composição do antigo companheiro (absolutamente injusto!). 

Trecho de How Do You Sleep

Ao longo da década, eles se encontraram umas poucas vezes, fizeram as pazes, e John definiu bem a situação entre eles, e quem era Paul, em sua última entrevista, dada horas antes de ser assassinado:

Paul é meu irmão!

Você sabe, em família, às vezes temos rusgas

Mas ao final do dia, não existe nada que eu não faria por ele

e eu tenho certeza que é recíproco!

... pausa para uma lágrima ...

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A Década de 1980 – 10 Anos de Luto


Início de All Those Years Ago

Eu defino os anos 1980 como a Década de Luto. Não foi fácil rompê-la com a mancha de ter um companheiro inconcebivelmente assassinado, sem a menor razão… enfim. Paul nem lançou nenhum single naquele ano, George, sim, mas para fazer homenagem: adaptou uma canção que fizera para Ringo gravar, acrescendo letras exaltando o finado amigo, e lançou-a ele mesmo em 81, com a participação dos outros dois Beatles, All Those Years Ago.

Segue All Those Years Ago mais um pouco e para

Paul fez Here Today no ano seguinte em homenagem ao parceiro, e sempre chora quando a canta ao vivo, em todos os shows, religiosamente. 

Trecho de Here Today

O álbum em que foi lançada, Tug Of War, topou paradas US e UK, vendeu milhões

Trecho de Tug of War

, foi bem recebido pela crítica, ótimas canções, dentre elas, uma sensacional, que eu amo de paixão, rock and roll alegre, contagiante, Ballroom Dancing

Trecho de Ball Room Dancing

e teve um single Nº1 mundial, Ebony and Ivory, um dueto com Stevie Wonder, verdadeiro hino antirracismo (🎶🎵Side by side on my piano keyboard, oh Lord, why don't we?🎶🎵), branco e preto vivendo em harmonia, por que não?

Trecho de Ebony And Ivory

Outro dueto de Paul também chegou no todo da parada, um ano depois, com Michael Jackson em Say Say Say, também no álbum Pipes of Piece. 

Trecho de Say Say Say

Era a segunda vez em que fazia dueto com o Rei do Pop, ficaram amigos, até que Paul sugeriu a ele que comprasse catálogos de artistas famosos, pois era um bom negócio, e ele aceitou a ideia: comprou o catálogo de uma banda chamada The Beatles, por 47,5 milhões de dólares, em 85!


Em 87, Paul lançou All The Best, a 1ª coletânea cobrindo toda a carreira solo, pré e pós Wings. Teve duas versões, e eu descobri isso da pior maneira. Assim que chegou, eu comprei, 17 canções, fui ouvindo, ouvi, acabou e … cadê Mull of Kintire? Eu sabia que tinha… mas havia ficado na outra versão, para os ingleses…. Eu comprara a versão americana, que tinha Junior’s Farm no lugar…. E eu nem a conhecia… Não tive dúvidas, assim que pude, comprei a versão britânica! Foi um grande sucesso em UK (2º lugar) mas nem passou perto nos EUA, incrível… acho que até devem ter se arrependido das escolhas! Foi ali a primeira vez que tive acesso a No More Lonely Nights,

Trecho de No More Lonely Nights

linda balada de Give My Regards to Broadstreet de 1984, filme em que foi também ator, junto com Linda e Ringo, com bilheteria fraca e crítica idem, mas trilha sonora de primeira, com ótimas versões inclusive de canções da época dos Beatles, chegando ao topo em seu país.

Restinho de No More Lonely Nights

Em 88, Paul fez um lançamento exclusivo para o mercado soviético, CHOBA B CCCP, apenas com covers do bom Rock And Roll e uma surpreendente interpretação de Summertime, sim, de Gershwin, sem dúvida inspirado na grande Janis Joplin.

Trecho de Summertime

A década terminou para Paul com um elogiado álbum, Flowers in the Dirt, que topou a parada em UK, e seu carro-chefe era My Brave Face.

Trecho de My Brave Face

O álbum foi levado na excursão mundial que começou em 89 e culminou com dois shows em abril de 90 no Maracanã, um deles um recorde mundial imbatível, 184 mil pagantes em show de um artista solo, e eu era um deles. Naquela excursão, finalmente ele perdeu os pudores, e começou a tocar canções da época dos Beatles, sem medo de ser feliz! Aproveitou para registrar seu amor pelos medley, lançando mais um, curtinho, misturando as canções do 1º single dos Beatles, ambas de sua autoria, P.S.Love Me Do

Trecho de P.S Love Me Do

O CD Triplo que retratou a excursão, Tripping The Live Fantastic, foi um sucesso mundial, vendendo mais de um milhão de cópias nos Estados Unidos. Depois de um 1981 virgem em singles, em homenagem à perda de John, a década viu 25 lançamentos de Paul, mas outros Nº1 apenas em lançamentos beneficentes e só em UK.

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A Década de 1990 - Antológica



A década teve agruras particulares para os três Beatles: Paul perdeu Linda, sua companheira de 29 anos, em 98, para o câncer de mama. 

Trecho de I Lost My Little Girl do MTV Unplugged

Paul começou a década com três lançamentos, um deles a pioneiríssima gravação de seu show Acústico na MTV, o disco Unplugged - The Official Bootleg, antecipando-se brilhantemente à pirataria que fatalmente lançaria tudo, sem nada reverter a ele. Continha covers e versões acústicas de canções dos Beatles, além de apresentar sua 1ª composição, na guitarra, I Lost My Little Girl.

O segundo, Liverpool Oratorio, foi sua primeira incursão na música clássica, com relativo sucesso, angariando o respeito por sua versatilidade. O terceiro, ainda em 1991, foi uma surpresa para o mundo todo, menos para os russos, o CHOBA B CCCP, que fora lançado apenas na União Soviética, como falamos, nos relatos da década anterior.

Trecho de Get Out Of My Way

Fez mais uma excursão mundial, com maaaais Beatles e levando o LP Off The Ground, com algumas baladas mas minha preferida, um driving rock do bom, era Get Of My Way, que não saiu nem em single nem foi tocada na excursão. O álbum Paul Is Live, com uma icônica foto de capa atravessando a Abbey Road com sua cadela, igualzinha à Martha My Dear, registrou a excursão!

Mais um pouco de Get Out Of My Way

Mas Paul era imparável e lançou sua primeira incursão na música eletrônica, sob o pseudônimo de Fireman.

Depois do Projeto Anthology, Paul lançou o álbum Flaming Pie, seu maior sucesso desde Tug of War, quaaaase topando as paradas, e com direito a indicação ao Grammy de Álbum do Ano. Nesse disco, além de lançar a inédita parceria com Ringo, compôs uma linda valsa, The Songs We Were Singing, lembrando-se dos tempos em que compunha com nosso amado John,

Trecho de The Songs We Were Singing

e ainda homenageou a mãe dos filhos de Ringo, então recentemente falecida, com a canção Little Willow. 

Trecho de Little Willow

Paul foi alçado ao posto de Cavaleiro do Império Britânico, ungido pela própria Rainha Elizabeth II em 1997, tornando-se Sir Paul McCartney.

Trecho de Run Devil Run

Depois do luto por Linda, lançou o visceral Run Devil Run, tendo como convidados David Pink Floyd Gilmour e Ian Deep Purple Paice, somente rock raiz gravado no Cavern Club.

Mais um pouco de Run Devil Run

Finalmente, Paul promoveu, no Albert Hall, uma homenagem a Linda, que teve as presenças de Eric Clapton, George Michael, Elvis Costello, Phil Collins, The Pretenders e Tom Jones, então, estava bastante ativo, também. A década fechou virgem em grandes sucessos, foram 12 singles sem beliscar as primeiras posições nas principais paradas.

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A Década de 2000 – Naked Love 090909


Trecho de Vanila Sky

Paul teve muitos momentos de evidência, começando com a indicação ao Oscar de Melhor Canção escrita para um Filme, Vanilla Sky em 2003, mas não ganhou novamente…siga tentando, Paul! Foi uma década virgem em sucessos nas paradas, afora um lançamento beneficente, que chegou ao topo em UK, dentre 9 singles lançados. Ele tirou o atraso das excursões, passando de UMA excursão mundial na década anterior (muito por conta da dedicação ao Projeto Anthology), para OITO na 1ª década do milênio, sendo quatro de grande duração, numa delas faturando mais de 100 milhões de dólares. Da última, que invadiu a década seguinte, eu fui testemunha, em agosto de 2010 em São Paulo e maio de 2011 no Rio de Janeiro.

Tendo testemunhado o choque dos aviões no World Trade Center em 2001, Paul liderou o Concert For New York City ainda no mesmo ano, e compôs uma canção em referência ao ocorrido, Freedom, que vendeu apenas o suficiente para entrar no TOP 100 nos Estados Unidos.

Trecho de She’s Leaving Home Live in US

No ano seguinte, formou a banda que está com ele até hoje, que até vou destacar aqui, em homenagem aos 20 anos de parceria firme com Paul, os guitarristas Rusty Anderson e Brian Ray, o baterista Abe Laboriel Jr. e o tecladista Paul Wix Wickens, este remanescente da formação anterior. Saiu com ela em excursão mundial com seu álbum Driving Rain, o álbum em si sem grande sucesso, mas a excursão foi considerada a melhor do ano no mundo todo, com direito a um álbum duplo, Back in The US. Eu vi um dos shows, em Houston, em 2002! Foi a 1ª vez em que tocou ao vivo She’s Leaving Home, quase desmaiei!

Paul fez o prestigiadíssimo show no intervalo do Super Bowl em 2005, e tocou para 350 mil pessoas na Praça da Liberdade de Kiev, Ucrânia, em 2008, e foi convidado para inaugurar o Citi Field, antigo Shea Stadium, em 2009, lotando as três noites programadas.

Trecho de English Tea


Lançou mais dois álbuns que ficaram no Top 10 das paradas, um deles como One-Man-Band (o 3º da carreira), Chaos and Creation In The Backyard, muito bem recebido pela crítica, e que teve uma de suas canções, English Tea, tocada ao vivo para acordar os astronautas da estação espacial, em associação com 🎶🎵Good Day Sunshine🎶🎵, apropriadíssima à ocasião. Foi em novembro de 2005, em um show de uma excursão pelos Estados Unidos, que gerou o DVD The Space Between US.

Paul estava bem produtivo: lançou mais um álbum com música clássica e mais um como Fireman, de música eletrônica. A década terminou com um prêmio de prestígio, o Gershwin, pelo conjunto da obra, entregue pelo Presidente Barack Obama, após show intimista e antológico na Casa Branca, onde ele até cantou 🎶🎵Michelle Ma Belle🎶🎵 olhando para Michelle.. Obama.

Trecho de Michelle na Casa Branca

Sua vida pessoal foi agitada! Casou-se novamente, teve mais uma filha e separou-se! A esposa da vez foi Heather Mills, premiada ativista antiminas, de temperamento estranho, com um diagnóstico de mentirosa compulsiva, mas que saiu do casamento com 50 milhões de dólares consensuais. A filha Beatrice, nasceu em 2003, e hoje, com 19 anos, é transgênero, mudou seu nome para Benedict e é a cara dele.



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A Década de 2010 – A Década dos 50


A década 2010-2019 foi a primeira a ter apenas dois Beatles na face da Terra. 

Trecho de Helter Skelter Live Good Evening New York City

E falando em Paul, a década veio com um novo amor, e ele se casou com a empresária Nancy Shevell, 18 anos mais nova, união que segue firme até hoje. Era outubro de 2011. E no meio da década, ganhou um asteróide pra chamar de seu, o 4148 McCartney. Será que ficou acabrunhado por Ringo ter ganhado um Planeta?

Mais Helter Skelter Live

Musicalmente, a década começou com um Grammy, por Melhor Desempenho Vocal de Rock, por uma Helter Skelter ao vivo, num show em New York ainda de 2009! Ele seguia muito requisitado, sendo a grande atração em grandes eventos, como o Jubileu de Diamante da Rainha nos jardins do Palácio de Buckingham, e o a cerimônia de abertura das Olimpíadas de Londres, eventos com diferença de meses em 2012. No mesmo ano, mais um Grammy (vai contando!), de Melhor Álbum Histórico, o famoso Band On The Run, que foi relançado com grande pompa! E, se em uma noite participava de uma sensacional homenagem a ele, A Pessoa Do Ano, em Los Angeles, com suas canções cantadas por gente como James Taylor, Norah Jones, Coldplay, Alicia Keys, Neil Young e até nosso Sérgio Mendes, com direito a uma sensacional abertura do elenco de Love, do Cirque de Soleil, dias depois juntava 100 mil pessoas na Cidade do México em dois dias seguidos. Um assombro!

Trecho de My Valentine

Em 2013 veio o álbum Kisses on the Bottom, que era de covers, mas tinha duas originais, uma delas, linda, dedicada a seu novo amor, My Valentine. Aliás, o álbum rendeu-lhe seu 4º Grammy na década, pelo Melhor Filme Musical, Live Kisses! Paul gravou todas as canções daquele álbum acompanhado de orquestra e sem tocar qualquer instrumento… foi estranho … parecia até que estava nu!

Mais My Vakentine

Suas cinco excursões na década foram todas lotadas, inclusive uma ao Japão, só que não… Foi em 2014, toda vendida, mas ele teve que cancelar por ter contraído um vírus, que combateu, deixando a todos nós preocupados, mas superou, para retornar firme e forte, no curso de seus 72 anos! Estima-se que a One on One Tour, que durou ano e meio entre 2016 e 2017, faturou quase 250 milhões de dólares! A temporada de Grammy’s entretanto, não havia terminado.

Trecho de Cut Me Some Slack com Nirvana

Veio mais um Grammy em 2014, o 5º, de Melhor Canção de Rock por Cut Me Some Slack, que Paul compôs e cantou com os Ex-Nirvana, incentivados por Dave Ghroll (super beatlemaníaco), e que tocaram juntos no especial do fim do mundo, em 12 do 12 do 12.

Trecho de Come And Get It com The Hollywood Vampires

Houve outros encontros inesperados, com Kanie West, Rihanna, Paul Simon, e até Alice Cooper, que presenteou os fãs dos Beatles com uma gravação dos Hollywood Vampires, com Paul, da canção Come And Get It, que Lennon/McCartney deram para o lançamento da banda Badfinger, contratada da Apple, em 1969! Paul lançou 15 singles na década, apenas um deles chegando ao topo, numa participação coletiva de um grande sucesso do passado, e, em termos de álbuns, Paul foi eclético. Além do álbum de covers já citado, dois álbuns, como direi, comuns, com sua banda, e ainda fechou a década voltando a ser um one-man-band. Todos de grande sucesso!

Trecho de Who Cares

Um dos ábuns de estúdio, Egypt Station, inclusive, chegou ao topo da parada americana em 2018, o que Paul não conseguia desde Tug Of War, 26 anos antes!!! Seu carro-chefe era Who Cares, que ganhou um video-clipe inspiradíssimo, com a presença luxuosa de Emma Stone, ganhadora do Oscar um ano antes. Com Paul no papel de seu analista!

A pandemia, que começou em março de 2020, colocou muitos em ‘lockdown’, mas nosso astro transformou em ‘rockdown’, e isolou-se para gravar seu quarto álbum verdadeiramente solo, tocando todos os instrumentos, McCartney III, de grande sucesso, Nº1 em UK e Nº2 na ‘América’. Foi um grande fechamento de década para o mais bem-sucedido Beatle.


A Década de 2020 – The Get Back Decade


A presenta década começou em meio a uma histórica pandemia, que ainda estamos a combater, mas o fenômeno Beatles parece imune a tudo.

Trecho de Find My Way McCartney III imagined with Beck

Paul terminou a década passada lançando seu quarto álbum como one-man-band, no clima da pandemia, isolado, tocando todos os instrumentos, o McCartney III, e nem bem começou a década seguinte, lançou um ‘corolário’ desse álbum, quatro meses depois. Se fosse série, poderia ser chamado de Spin-off. Seguinte... Chamou artistas da nova geração, alguns já contemplados com Grammy e até Idris Elba, ótimo ator do momento, para fazerem versões cover e remisturas, de todas as canções daquele álbum. Era McCartney III Imagined, que ficou nos Top 20 deste e do outro lado do Atlântico, nada mal! Numa delas, Find My Way cujo clip original mostrava Paul dando dando show tocando tudo, em sua imagem atual, aos quase 80, remoçou na nova versão, coreografada por Beck, com a imagem de Paul aos 20 anos, e com ótimo resultado.

Trailer do Documentário McCartney 3-2-1

Paul seguiu produtivo em meios diferentes de comunicação. Primeiro, um documentário! Ele chamou o lendário produtor Rick Rubin para entrevistá-lo sobre sua carreira como Beatle e também sua carreira solo. Era McCartney 3,2,1 – um documentário de grande sucesso na plataforma Hulu, em seis episódios, imperdível! Grandes histórias, momentos, declarações, sons, emoções!

Breve Trecho de Calico Skies, que foi usada no 1º trailer do livro

Depois, cansado de tantos Nº1 em décadas de sucessos na música, resolveu variar e foi buscar outro Nº1, agora no mercado literário: seu livro The Lyrics – 1956 to the Present, ricamente ilustrado e magnificamente estruturado, conta a história por trás de 154 de suas canções, com e sem os Beatles, que ele usou como plataforma para contar sobre sua vida, uma biografia disfarçada, um sucesso. Foi antecipado por inúmeros trailers na mídia, o primeiro deles tendo a canção Calico Skies ao fundo. Foi considerado o livro do ano pela Barnes & Noble, e entrou firme na lista dos New York Times Best Sellers! Né pouco, não! Vou mudar o nome dele para Paul Midas McCartney!

Trecho de I’ve Got A Feeling da Got Back Tour

E Paul segue firme, já começou a temporada de 22 shows de sua nova turnê, nos Estados Unidos, com o espetacular nome Got Back Tour! E vai completar 80 anos no último show, dia 16 de junho em New Jersey. Sem muitas novidades no setlist, apenas Women and Wives do McCartney III, e algumas da época dos Beatles que não tocava ao vivo em décadas, como She Came In Through the Bathroom Window, mas a graaaande novidade foi um dueto espetacular em I’ve Got a Feeling, em que começa cantando ao vivo, e de repente vira-se para o telão e aparece a imagem gigante de John cantando,

John em I’ve Got A Feeling da Got Back Tour

num extrato em alta qualidade do documentário Get Back, aquele que levou-me a nomear este capítulo, o grande lançamento do Milênio no Universo The Beatles.

Vídeo de Paul começando a compor Get Back, para Ringo e George

É Paul quem aparece com muitas novidades. A maior delas saiu ali mesmo, aos nossos olhos, quando joga acordes em seu baixo, à frente de Ringo e George, e vemos a formação da base de Get Back, já com algum esboço de letra, e a definição do refrão. Simplesmente antológico!

Final do Vídeo de Paul já com o refrão de Get Back

Este foi o fim do Projeto ... As Décadas Sem The Beatles

Star Trek - Jornada nas Estrelas

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