quarta-feira, 18 de maio de 2016

E na primeira semana .....

Nesta primeira semana de governo,
 algumas publicações minhas 
tiveram receptividade no Facebook.

Transponho-as para cá!
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Competência Provada

Uma pena que essa onda toda sobre a falta de mulheres no ministério venha empanar o brilho da indicação de Maria Silvia Bastos como presidente do BNDES.

Lembro-me dela da época em que foi Secretária de Fazenda do município do Rio de Janeiro e ficou conhecida como "A mulher de 1 bilhão de reais", que foi o dinheiro que ela deixou para o César Maia usar.

E depois, como primeira presidente da CSN privatizada.

Esperamos que venham outras indicações assim, não por serem Marias, mas por se bastarem em suas competências para enfrentar os desafios.
Um deles vai ser desbaratar o esquema de doação de dinheiro a certoa países africanos e da América Latina




Música para meus ouvidos!


Esse senhor, com a nobre incumbência de ser o Advogado Geral da União, em todo o seu mandato pensou que era advogado pessoal da presidente, defendendo-a de crimes contra a União.

Felizmente, só levou cacete, com sua eloquência vazia de argumentos.

Mesmo assim, vai continuar em sua defesa, espero que agora, sem o meu dinheiro.





Bacanal Patrocinado 
Uma amiga minha aqui do Facebook disse que foi sondada para assumir a Secretaria de Cultura do Ministério da Educação. Não aceitou porque disse que não ia participar de governo golpista.


Eu comentei:


"Se fosse pra continuar a fazer o que estava sendo feito, patrocinando espetáculos de exploração dos ânus, turnês  e blogs de poesias de artistas consagrados, foi melhor mesmo não aceitar.

Obrigado!"



terça-feira, 3 de maio de 2016

Please Please Norwegian Wood

Ano passado completou 50 anos um dos melhores discos dos Beatles, 
não sei como não celebrei o fato... 
Bem, assim sendo, relembro um papo que tive sobre uma de suas músicas..
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No disco Rubber Soul, 6º da carreira beatle, de 1965, eles começavam a sair da linha juvenil romântica da beatlemania. A segunda canção chamava-se “Norwegian Wood”, de Lennon/McCartney, mas, precisamente, era de John. A canção ficou famosa, além de ser linda, por dois fatos marcantes, daquele tipo “Pela primeira vez na história do rock...”, que os Beatles fizeram um sem-número de vezes.
1.        Foi a primeira vez que uma cítara apareceu numa canção de rock. George Harrison já havia começado sua paixão pelas coisas e pelas idéias indianas, trouxe o instrumento de uma viagem, aprendeu o básico e tocou os inesquecíveis acordes iniciais da canção.
2.       Foi a primeira vez em que uma composição de rock insinuava uma noite de sexo, num primeiro encontro, deixando o lado ingênuo de “I Wanna Hold Your Hand”, em que se pedia permissão para segurar (só) na mão da miúda (ih!), e outras tantas.
A letra dizia:
“I once had a girl, or should I say, she once had me.
She showed me her room, ‘Isn’t it good? Norwegian Wood!’ ”
Depois, lá pelo meio da letra, ele solta:
“We talked until two, and then she said: ‘It’s time for bed!’ ”
É certo que as más línguas e as mentes poluídas já haviam identificado uma certa conotação sexual, sessenteinóvico, na aparentemente ingênua “Please Please Me”, dos idos de 1963, em que John (sempre ele!) dizia:
“Please please me, oh yeah, like I please you!”
Diziam os alucinados que o “Satisfaça-me como eu satisfaço você!” tinha uma clara indicação de sexo oral não retribuído. Lennon nunca admitiu isso: dizia apenas gostar da sonoridade da palavra ‘Please’, que tinha dois significados totalmente diferentes, e que ficou encantado com a possibilidade de juntá-los num mesmo verso. 
 Esse tipo de desculpa esfarrapada, John usou para dizer que Lucy in the Sky With Diamonds, não tinha NADA a ver com LSD, as iniciais do título, garantindo ter sido inspirado num desenho de Julian, seu filho de 5 anos, a respeito da amiguinha dele.... isso numa canção que falava em cellophane flowers, the girl with caleidoscope eyes e newspaper taxis appearing on the shore...
Sei...


domingo, 1 de maio de 2016

Guerra Civil .... com bons motivos!!!

Desde que me decepcionei do Batman vs Superman, considerando uma bobagem essa história de super-herói brigar com super-herói, ainda mais por motivos pífios, fiquei preocupado com o que acharia de Guerra Civil, onde se antevia a disputa entre super-heróis, notadamente Capitão América vs Homem de Ferro!
Não me decepcionei! Ufa!


 
Apesar de soar estranha a pancadaria entre amigos, que é amenizada pelo fato de que ninguém se machuca, o motivo é plausível. Começa com uma determinação da ONU para que as ações dos Vingadores sejam melhor controladas, com o intuito de reduzir as perdas civis, controle com o qual metade deles não concorda. Depois,  se acirra quando Buckie, o grande amigo do Capitão América, e transformado mentalmente no Soldado Invernal, é acusado de um crime fenomenal. E formam-se claramente dois times: os legalistas do Homem de Ferro e os rebeldes de Capitão América.
Aparecem desde o início dois heróis que eu não conhecia: A Feiticeira Escarlate e Visão! Depois, vem o Pantera Negra!! E, para a luta, há a convocação de reforços, de lado a lado, daonde vêm algumas das melhores piadas, quebrando o clima tenso do filme todo... foram buscar dois insetos: Homem Formiga (ótima, a piada da Consciência) se junta ao Team America e ninguém menos que um jovem Homem Aranha, recém-chegado ao Team Marvel, se junta ao Team IronMan!!!
As referências a outros filmes da franquia são frequentes, uma delas bem interessante, com a menção à quase namorada do Capitão América, lá da época da guerra, que agora sabemos ser uma das fundadoras da S.H.I.E.L.D.!!! Aparece uma sobrinha dela, interpretada por aquela moça da série Revenge!!!
E, finalmente, notei o cameo do grande Stan Lee!!!
Tudo muito legal! Ação de primeiro nível em roteiro crível! Tudo de bom!!!
Ah, como sempre, fiquem até o final dos créditos!! Desta vez, DUAS VEZES!!!!

terça-feira, 26 de abril de 2016

AWoL - A Transação e a Relação

Acabei de saber mais uma, acrescentei e republico!!
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Este é um post do Projeto 
Um Pouco de American Way of Life (link)
em que descrevo experiências minhas e de amigos de como as coisas funcionam nos EUA, em mais de 20 textos (com acesso no link fornecido acima),

Neste caso específico, exponho como é a relação com o consumidor
.... que inveja, ....
... que saudade!!!!
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Como disse antes, no Estados Unidos, o cliente realmente é o rei: é o paraíso das devoluções. Se o eletrônico deu algum problema, você chega lá, devolve, e o dinheiro vem de volta na mesma moeda em que ocorreu o pagamento, cartão de crédito, de débito ou dinheiro mesmo. Vou mais além: mesmo se o aparelho, ou qualquer outra coisa que você comprou, não tiver qualquer problema, mas você simplesmente se arrepender de ter cedido ao apelo do consumo (aconteceu comigo, algumas vezes), basta apenas chegar lá e dizer que mudou de idéia, ‘just changed my mind’!

Acho que a melhor definição sobre o fenômeno ouvi do cara que ficou em meu lugar: no Brasil, o comerciante está preocupado com a TRANSAÇÃO com o cliente, enquanto que nos EUA, ele está preocupado com a RELAÇÃO com o cliente. Vai aqui no Brasil tentar ver a cor do dinheiro de volta, por um item que você não deseja mais. A dificuldade de devolver a coisa já é enorme e o dinheiro, necas!! No máximo, lhe dão um crédito para gastar na mesma loja, e olhe lá! Já nos EUA chega a ser obsceno o respeito a nós, diletos consumidores.

Em minha última viagem, por exemplo, comprei um telefone sem fio por US$ 65 (no Brasil, uns R$ 300) numa sexta-feira. Fui a outra loja da mesma cadeia no domingo, para comprar um cabo de impressora e, passeando pela loja (ah como é bom passear em lojas de eletrônicos!!), notei que o aparelho havia entrado em promoção, por US$ 49. Sabendo da política, cheguei a pensar em devolver o primeiro e comprar um outro pelo preço mais baixo, tudo legal, tudo permitido. Entretanto, nem precisei. Como estava com a nota, fui ao SAC da loja em que estava, expliquei a situação, e o cara, sem esboçar argumentos, simplesmente registrou o processo e me devolveu a diferença, em dinheiro!!! 

E o cabo? Encontrei o que queria (USB para Paralela), por US$ 26, até notei que estava com uma embalagem por sobre a original, mas não liguei, por tratar-se de um cabo. Estava com ele quando fui ao SAC por causa do telefone. Perguntei se poderia pagar ali mesmo, ele disse que sim, pegou o meu produto, e disse: 'Como o produto já foi aberto, damos um desconto de 50%!". Ou seja, na mesma ocasião, uma compra de potenciais US$ 91, saiu por US$ 52, assim, sem eu pedir, praticamente. É pouco, mas é notável.

Numa outra ocasião, enquato morava lá e comprava coisas para casa: compramos um certo artefato de mesa (um rechaud, na vedade), juntamente com muitas outras coisas, numa daquelas maravilhosas lojas que vendem de tudo, de agulha a lancha, passando por mantimentos básicos. Quando chegamos em casa, notamos que o artefato ficara num carrinho, no estacionamento do supermercado. Voltamos, procuramos o carrinho, nada, fomos ao SAC, contamos a triste história, nada, foram verificar se alguém havia devolvido a peça, nada, enfim assumimos mentalmente o prejuízo, mas quando íamos embora, ouvimos um “Wait!”: autorizaram-nos a pegar um outro da prateleira.  Mesmo sem a prova de que realmente aconteceu o que dizíamos. Pode?

A honestidade com que o cliente é tratado chega a ser chocante. As coisas acontecem sem você solicitar. Houve o caso de um colega que comprou uma aliança para a esposa, no Dia das Mães, mas quando deu o presente, notou que o tamanho estava errado, esperou até o sábado seguinte para voltar à mesma loja, apenas para trocar o tamanho. Quando o vendedor, que era um cara diferente do que o havia atendido anteriormente, notou o preço que fora pago, pediu desculpas ao colega comprador, pois o vendedor anterior não havia notado que, na semana passada, o produto estava em promoção. Imediatamente, aplicou o desconto, e o estupefato colega saiu da loja carregando, além do anel no tamanho certo, 30% do seu valor, em dinheiro, permanecendo de boca aberta e mudo até chegar em casa.

Esta aqui ouvi num almoço no último sábado: o colega comprou uma geladeira e combinou uma data de entrega. Um dia, dois dias se passam, ele recebe um telefonema em casa, dizendo: "Mr. Fulano, desculpe-nos pelo atraso na entrega da geladeira, houve um problema em nossa logística, mas isso não vem ao caso. Ela será entregue amanhã. Posteriormente, o senhor passe na loja que lhe foprnceremos uma compensação!" A geladeira finalmente chegou, ele foi á loja, e lhe deram um cheque de USD 100, cerca de 10% do valor da geladeira!!

Sempre que me deparo com aquela seção de Defesa do Consumidor dos jornais daqui, cheias de reclamações, me lembro como a coisa funciona bem nos EUA, e como descrevi este aspecto aqui neste post

Outro exemplo de unsolicited right conheci bem depois. Quando voltei de Houston, em 2004, trouxe em minha mudança uma churrasqueira para um amigo. O cara usou a bichinha no Brasil, mudou-se para Buenos Aires e ela foi junto e continuou sendo usada, depois mudou-se para os EUA, e lá foi ela de volta, com o mesmo nível de uso. Estive na casa dele em 2011, claro, usufruindo da carne nela produzida, e comentei sobre ela, e ele me contou um fato impossível: os queimadores queimaram, quer dizer, escangalharam (termo carioca para 'deixar de funcionar' ), e ele disse, "que bom, estamos na terra dela, podemos comprar novos queimadores". Apenas ligou para uma loja que vende a churrasqueira para ver como procederia (nem precisou ser exatamente a mesma em que eu comprara), contou a situação, deu o modelo e o cara disse, simplesmente: 'Este modelo foi fabricado em 2003, e tem 10 anos de garantia -  o senhor me dá seu endereço e eles chegarão em sua casa, sem custo!" Meu queixo caiu imediatamente. Mesmo sabendo da política, esta demonstração de respeito foi por demais lapidar!

 Os varejistas devem ter sofrido muito com processos de consumidores no passado, então agora a política é do ‘full refund’, sem perguntas, sem constrangimentos. A satisfação é 100% garantida.

É especialmente útil quando a esposa encomenda um presente para alguém, e, na dúvida, compra-se n exemplares para devolver n-1 no dia seguinte (não fui eu quem fez isto!). A tal política acaba gerando até uma tranqüilidade exagerada, eu diria, obscena: teve um colega abusado, por exemplo, que teve a pachorra de comprar uma TV de plasma de ‘trocentas’ polegadas, a maior que tinha, num sábado, instalar o trambolho em casa, assistir ao Super Bowl no domingo, junto com os amigos, colocá-lo de volta na caixa, e devolvê-lo à mesma loja, com aquela mesma cara de tacho, e sapecar o famoso “I've just changed my mind!”. Não preciso dizer a nacionalidade do colega, preciso? Bem, deixa pra lá!  

Na verdade, deixo aqui registrado que aos poucos, devido à contaminação da presença de nosotros y nuestros hermanos latinos e também das outras nacionalidades, parece que há uma certa pioria (antônimo de melhoria) nesse relacionamento em algumas regiões do país. Parece preconceito mas foi o que contaram, eu ainda não senti isso...

Star Trek - Jornada nas Estrelas

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