segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Agora é o Dia D?

Fiquei arrepiado quando, a caminho da padaria para comprar o pão nosso de cada domingo, ouvi numa TV de um bar: Neste momento, começou a invasão do complexo do Alemão.

Foi o corpo todo!!

Eram 8 da manhã .... E foi todo o dia....

Derrubaram a programação normal, tanto as TVs quanto as rádios de notícias. Só parei de assistir para ir para cumprir meu dever de ir ao supermercado, e para ir ao cinema, quando a coisa já estava dominada.

É bem verdade que, no fundo, gostaríamos de mais sangue (do lado certo), mais prisões, mas vamos aguardar esssa fase de vasculhamento, um dos termos que agora estamos nos acostumando a ouvir. Será que foi ontem, então, o Dia D, para depois atingirmos a vitória final? Sem dúvida, foi uma grande vitória. Aguardemos...

O Beltrame disse ontem que 'Marginal sem arma, sem droga (pra se financiar), e sem transporte é menos marginal'. Esperemos que sim!

Aliás, sobre ele, um de meus 'respondentes' à mensagem 'Cadê o Capitão Nascimento', concordando com meu apoio irrestrito ao gaútcho matcho, contou-me um aspecto de sua história que eu desconhecia. Veja:

"Quanto ao Beltrame, é sem dúvida uma pessoa muito diferenciada. Aqui em Vitória ele é uma pessoa muito conhecida. Quando o Paulo Hartung assumiu o governo do Espírito Santo oito anos atrás, todos os poderes do estado - executivo, legislativo e judiciário - estavam corrompidos pelo crime organizado. Foi necessário trocar toda a cúpula do executivo, cassar mais da metade dos deputados estaduais recentemente re-eleitos, prender inúmeros juízes e desembargadores. O então secretário de segurança pública do estado que comandou incansavelmente toda esta faxina, foi o Beltrame. Quatro anos atrás, quando o Sérgio Cabral solicitou ao Paulo Hartung sua liberação para assumir o comando da segurança pública no Rio, o estado do Espírito Santo estava livre do crime organizado, a casa arrumada, as prisões lotadas e a faxina praticamente concluída."

Impressionante!

E que boa contratação do nosso governador.

Duvido que o meu ex-candidato Gabeira tivesse, como direi, aquilo roxo, para comandar essa operação.

E que cobertura da Globo!!!

Admiráveis Bete Lucchese, a primeira repórter a entrar no coqueiral alemão, e o já conhecido Marcos Uchôa, ao refazer a rota dos bandidos na fuga da Vila Cruzeiro. Tem que ter coragem. Isso sem contar as 15 horas no ar da apresentadora do RJ TV, Ana Paula Araújo, sem trocar de roupa, nem de salto alto, apenas revigorando a maquiagem, sempre alerta, sempre tendo o que perguntar, sempre ao lado do Rodrigo Pimentel, nosso consultor de segurança preferido.

De vez em quando dava uma certa angústia com os repórteres perguntando sobre táticas e próximas movimentações, mas estavam no papel deles, e se fosse pra não responder, os caras poderiam recusar-se.

Abraço

Homero Esperançoso Ventura

Barbeiro de Sevilha



(Comecei a escrever estas linhas em meu blackberry enquanto aguardava a hora de começar as bodas que o Felipe iria acompanhar ao violino; decidira levá-lo pessoalmente à Barra, por a cerimônia ocorrer no sábado em que não deveríamos sair de casa, com o desenrolar do que acontecia no Alemão. Terminei de escrevê-las s no congestionamento da volta para casa por causa de uma blitz na entrada do túnel do elevado do Joá.)
Não sou 'operário'. Em outras palavras, não sou chegado em ópera. Conheço, sim, umas poucas árias, e até me emociono com algumas delas, a última que me tocou foi 'O Mio Babbino Caro', de Puccini, que ouvi na voz da soprano brasileira Carmen Monarcha, que faz parte do conjunto de ótimos profissionais que cerca o maestro e violinista Andre Rieu. Mas dele, falarei em outra mensagem.

Enfim, não é a minha praia, tenho que reconhecer esta desfaçatez em meu caráter musical. Tanto que NUNCA assisti a uma ópera inteira. Estive sim num espetáculo em Houston que era um poutpourri das mais famosas e populares árias, e foi ao mesmo tempo divertido e emocionante.

Então, na última sexta-feira caiu em meu colo uma oportunidade de assistir a uma ópera integral. Rolaria no Municipal do Rio, 'O Barbeiro de Sevilha', que ótimo! Sabia tratar-se daquela que tinha a ária Fígaro, muito popular, já a ouvira em diversas oportunidades, inclusive em vários desenhos, desde criança.

E, que bom, conheceria o novo Municipal, após a reforma que deveria terminar para o seu centenário, mas terminou mais de um ano depois, e ficamos assistindo àquelas anúncios na TV, muito boas, com bailarinos em meio a operários, mas que só serviram pra aumentar o custo. Nenhuma novidade nisso, afinal disciplina de capital em obra pública é coisa rara. Atrasou a obra? Gasta-se mais em anúncios! Nem quero ver o que será a nossa Olimpíada.
Bem, o teatro está lindo, veramente più bello! Pena que, segundo Felipe, o estofamento das poltronas é inaproriado, abafa o som, justamente dos instrumentos de corda, que é a praia dele. Mas, acontece...

Ufa, falemos da ópera. Ao adentrar o teatro, vi tratar-se da primeira peça da recém criada Companhia Brasileira de Ópera. Ao começar a encenação, vi tratar-se de algo diferente. Ao invés de cenário, uma tela. Nela, um desenho: um personagem, que logo sabemos tratar-se de Rossini, escreve notas em pautas, e prepara-se para dormir, em situações engraçadas. O desenho lembra o traço de Hanna e Barbera, magos da animação. Na apresentação, na tela, Rossini se apresenta como atuando como todos os sete personagenss principais. Na orquestra, localizada no tradicional fosso entre platéia e palco, ao invés de um maestro sisudo, tem um John Neschling reclamando que não tinha música para tocar, quando então aparece um ajudante no palco e interage com o Rossini da tela, pega as pautas de última hora, dirige-se ao fosso, e joga as pautas, que voam em direção aos músicos, que não as conseguem pegar, claro.

Este é o clima! O público ri!

O desenho é parte fundamental, personagens entram e saem do desenho a todo momento, há situações que ocorrem integralmente na tela. Mas o mais interessante, é o sincronismo entre o som que sai dos instrumentos e o que ocorrem na tela. Perfeito! Parece até que alguém mexe para atrasar ou adiantar o desenho pra que as coisas aconteçam no momento certo. Mas não, o maestro é que comanda tudo para que a música esteja concatenada. Brilhante!

A coisa é recheada de momentos histriônicos, que eu não sei se a ecenação tradicional tem, mas o fato é que funciona. Não sei o que os puristas acham desse jeitinho brasileiro de fazer ópera.

Também não sei se com outras óperas mais na linha da tragédia, a coisa vai funcionar. É conferir no próximo ano!

Pois é, a presente mensagem não serve como dica, afinal a coisa terminou no domingo. Foram cinco dias, 24 a 28 de novembro, curtíssima temporada, assim como foi em outras 13 cidades do Brasil (Santos, inclusive, que chique!).

Amantes de ópera, pronunciai-vos.

Homero Operando Aos 52 Ventura

R.E.D.

Em inglês, 'Retired and Extremely Dangerous'.

Aqui, mantiveram a sigla e acresentaram 'Aposentados e Perigosos'.

Eu traduziria por Radical e Extremamente Divertidos.




Um filme de ação-comédia muito bom, com elenco estelar: um Bruce Willis com aquele sorriso cínico de sempre, um Morgan Freeman com aquela voz de Morgan Freeman de sempre, uma Helen Mirren ainda com a classe de uma Rainha, mas com um trabuco nas mãos, um John Malkovitch doidão. Todos juntos é uma cobinação explosiva, e muito divertida. Tem ainda participações ótimas de um sumido Richard Dreyfuss, e de um surpreendentemente vivo Ernest Borgnine, que eu achava ter ido desta pra melhor há muito tempo, afinal, lembro-me deles em filmes de Sessão da Tarde, em minha infância profunda.
 
Bons diálogos, boas cenas de ação, e os velhos caôs e clichês, como a inocente que sai de sua pacata vidinha de funcionária pública sonhadora coma aventuras, para se ver em meio a um manancial de pancadaria, muito bem feita por Sarah Louise Parker.

Willis é um C.I.Agent aposentado, que paquera pelo telefone uma agente do INSS de lá, Parker, quando se vê de repente sendo caçado, e vai em busca de seus velhos colegas de ofício, para ajudá-lo, primeiro Freeman, depois Malkovitch, finalmente Mirren. Os momentos de re-encontro entre eles estão entre os melhores do filme.

Concordo com o Bonequinho.

Homero Aplaudindo Sentado Ventura

sábado, 27 de novembro de 2010

Meu DePAULimento - Parte 4

Show de Paul McCartney
São Paulo – 22/11/2010
Parte 4 (Final)

Aqui, a Parte 1
Aqui, a Parte 2
Aqui, a Parte 3
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E ele abandona novamente o palco com a banda, e a platéia apenas continua cantando ...get back, get back... nada mais natural, e alguns minutos depois ele volta, empunhando uma bandeira do Brasil que, aliás, foi muito bem recebida por nós, ao contrário dos gaúchos, que a receberam com restrições, separatistas que são, vê se pode! Depois de correr pelo palco coma bandeira, troca-a por um violão trazido pelo tecladista, que segue para sua posição de trabalho para acompanhar Paul, com um ‘quarteto de cordas’, em sua performance da música mais reproduzida da história da humanidade, com mais de três mil regravações, cuja melodia lhe veio em sonho, e que ele duvidou ser original e dele, de tão linda que lhe parecia, para a qual a primeira letra que lhe veio à mente foi ...scrambled eggs, oh my darling how I love your legs..., e que finalmente veio a se chamar ‘Yesterday’; mudando totalmente o tom, ele pega o baixo novamente para tocar ‘Helter Skelter’, que é considerada uma precursora do Heavy Metal, super gritada; mais um pouco de carisma, com um “Agora, vamos embora”,  fazendo carinha de sono, e termina o show, agora de verdade, com um medley de ‘Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band- Reprise’, que tem na letra um apropriadíssimo ...We hope you have enjoyed the show..., emendada com a mais apropriada ainda ‘The End’ que soluciona em sua letra, a equação do amor ... And, in the end, the Love you take is equal to the Love you make!... uma perfeita identidade matemática, aplicável à relação entre nós e ele:
.... ele, nos oferecendo generosamente suas músicas, categoria e simpatia,
.... nós, idolatrando-o como a nenhum outro ser vivo, na face deste planeta!!!!!

Ah, sim, no meio do último bis, Paul lembra-se que em Porto Alegre uma menina pediu que ele autografasse seu braço, para ela tatuar por cima, no que foi atendida, inclusive com um coração desenhado pelo ídolo. E ela fez a tatuagem no dia seguinte, e virou celebridade instantânea. E ele chama ao palco quatro meninas que a produção havia selecionado. E elas subiram, choraram, deram beijinhos, abraçaram, enfim, um sonho. E quem era uma delas? Aquele mesma baixinha que eu permiti que passasse à minha frente! Não a vi mais, mas certamente ela deve estar tendo bons pensamentos sobre aquele grandão que a deixou passar e possibilitou a realização daquele sonho...

Resumindo:
Ingresso...............................................................: R$ 700
Avião...................................................................: R$ 240
Traslados...............................................................: R$ 80
Comida..................................................................: R$ 30
Assistir ao show de minha vida a 10 metros
de distância de meu ídolo................................: NÃO TEM PREÇO
Faria tudo de novo, com uma pequena diferença... teria chegado 10 horas antes do show, ao invés de 8, pra ficar ali, mais na frente, ainda mais próximo!!!!!

Há um consolo para os que não puderam ir, por variados motivos, ou aos que podiam,mas tiveram preguiça. As últimas palavras de Paul McCartney no último show desta turnê no Brasil foram:

ATÉ A PRÓXIMA ..... SEE YOU NEXT TIME!!!

Portanto, há esperança!!!

Encontramo-nos lá!!!



Homero Mais Que Realizado Ventura

P.S. Faltou a logística da volta. Ao sair, junto àquelas milhares de pessoas, invadindo os entornos do Morumbi, nem pensamos em pegar táxi. Fomos andando, subindo pelas colinas do bairro, em velocidade superior à do trânsito, por uns 1,500 metros. Quando a coisa começou a clarear, e alguns carros nos ultrapassaram, conseguimos um táxi, que nos levou ao hotel. Esmigalhado, tomei um rápido banho e desabei. De manhã, café, aeroporto, viagem de volta, chegando em casa ao meio dia de terça-feira. Portanto, 27 horas dedicadas a Paul McCartney, sem o menor sinal de arrependimento...

_________________________  FIM __________________________

Star Trek - Jornada nas Estrelas

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