Na retomada da espetacular ideia de Planeta dos Macacos, no
filme A Origem, os produtores conseguiram montar uma história plausível: na
busca pela cura do Alzheimer, com drogas testadas em macacos, descobre-se que
elas realmente fazem efeito nos acometidos pelo alemão, mas por pouco tempo,
levando-os à morte. Para quem não tem a doença, a droga é letal e viral. E para os
macacos, ela ativa partes escondidas em seus cérebros, que os fazem
desenvolver a inteligência. Pronto! Receita para o desastre! No final já se
começa a perceber a disseminação da doença! A ultima cena é a imagem do líder macaco Cesar em close
magnífico após liderar uma rebelião e fugir com seus companheiros para as
florestas de San Francisco, com direto a estragos enormes na Golden Gate!
A sequência começa com um relato do que acontece nos
próximos 10 anos (ou invernos, como um macaco se refere poeticamente). A Gripe
Simia, como é denominada, se alastra pelo mundo. Apenas uma parcela da
população permanece imune, mas sofre com a escassez de energia. Os macacos,
enquanto isso vivem pacificamente em comunidades. Ate que.... Acontece o
contato!!!
Daí, meu filho, receita para o desastre!!
Cesar, o primeiro a falar e o líder, é sensato mas Lona, o
segundo é estouradão. A cena em que os macacos liderados por Cesar chega à
fortaleza montada pelos humanos para avisar que são de paz mas estão preparados
para a guerra é antológica e Já pode entrar para o rol das grandes cenas do
cinema!
A computação gráfica é sensacional, perfeita... a trilha
sonora muito boa... roteiro também... e estamos, segundo Renata, a caminho de
dar um prêmio de atuação a um personagem digital.... Ou então ao homem por trás
dele. Depois de dar vida ao Smeagol/Gollum do Senhor dos Anéis, o ser humano Andy Serkis faz um
Cesar perfeito.



