Um amigo meu hoje comparou minha saga
sobre as canções dos Beatles (no LINK)
e minha resenha em versos da Divina Comédia (no LINK)
com Trabalhos de Hércules.
Claro que me lembrei do artigo que escrevi e o republico!
_________________Zênite: Auge, apogeu, culminância.
Outro dia, li, depois de muitos anos, a palavra acima num artigo, o que reacendeu em minha memória um bom momento de minha infância.
Meu saudoso pai costumava ‘patrocinar’ a leitura de alguns livros que considerava necessários a meu desenvolvimento cultural. Isso mesmo, pagava-me para ler, 5 moedas da época, não lembro o quê, mas que eram suficientes para comprar muitos gibis, que eu devorava, tipo Fantasma (O Espírito Que Anda), Tarzan (Krig-a-bandolo), Mandrake (aquele Lotar, não sei não...) e Tio Patinhas (adorava a Sala da Preocupação). Com a estratégia, em minha tenra infância, li coisas como ‘Os Irmãos Karamázovi’ de Dostoievski e ‘Guerra e Paz’ de Leon Tolstói. Li também os 2 volumes da História da Civilização Ocidental’ de Edward G. Burns. É evidente que não me lembro de nada da trama dos dois tijolões russos, mas os dois últimos melhoraram muito meus conhecimentos históricos. E, inegavelmente, a prática contribuiu para que eu desenvolvesse uma escrita correta.
Lia também coisas que não requeriam quaisquer incentivos paternos, como por exemplo, a obra infantil de Monteiro Lobato. Ele conseguiu se comunicar com a alma infantil de uma maneira ainda não atingida por nenhum outro escritor. Com uma linguagem simples e corretíssima, Lobato fazia o aprendizado de coisas importantes parecer uma brincadeira agradável. Através das personagens do Sítio do Picapau Amarelo, ele passava mensagens que se tornariam indeléveis em nossas mentes. Dona Benta nos ensinava Geografia e História do Mundo, Tia Nastácia contava suas histórias, Pedrinho nos levava junto em caçadas bem brasileiras e em viagens ao céu, muito antes de nosso destemido astronauta passageiro. Personagens históricos e outros imaginários eram freqüentadores assíduos do Sítio, como Don Quixote e Peter Pan. Emília ensinava Gramática e Aritmética e mandava mensagens sobre as injustiças e as amarras do mundo, ela que é a considerada a primeira personagem feminista da literatura brasileira. Havia fábulas fantásticas, como ‘A Chave do Tamanho’, que ainda não se tornaram realidade; e sonhos fantásticos, como ‘O Poço do Visconde’, que se materializaram de forma brilhante. Monteiro Lobato foi um dos primeiros a acreditar que havia petróleo no Brasil, e o fazia de forma veemente e foi até preso por isso (1931). Seu movimento foi o precursor d’O Petróleo é Nosso, que veio a possibilitar a criação da Petrobras.
A obra de Monteiro Lobato não se limitou ao público infantil, atingiu também o público juvenil e adulto. Em seus 66 anos de vida, foram mais de 100 publicações, entre livros, estudos e traduções. É de sua lavra uma declaração que resume muito bem o tormento de todos os que se aventuram na arte de escrever:
“A luta contra o erro tipográfico tem algo de homérico. Durante a revisão os erros se escondem, fazem-se positivamente invisíveis. Mas assim que o livro sai, tornam-se visibilíssimos, verdadeiros sacis a nos botar a língua em todas as páginas. Trata-se de um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar...”.
O zênite da obra infantil, em minha modesta opinião é ‘Os Doze Trabalhos de Hércules’, um dos últimos da série, que ele publicou em 1934. Eu não apenas li aquele livro, eu o devorei ... e assim fiz mais sete vezes, anualmente: dos 7 aos 14 anos de idade, eu li os dois volumes, religiosamente, uma vez por ano. E agora, mais recentemente, o li novamente, aos pedaços, juntamente com meus filhos.
Para quem não leu, um breve resumo: Monteiro Lobato descreve, neste livro, 11 dos trabalhos do hercúleo herói na antiga Grécia, em que é acompanhado por Emília, Pedrinho e o Visconde de Sabugosa, os mais aventureiros personagens do Sítio do Picapau Amarelo, que viajavam pelo tempo, ao cheiro do pó de pirlimpimpim (quem diria que, 30 anos depois que Lobato escreveu sua obra infantil, outro tipo de pó faria as pessoas 'viajarem' ....). Em tempo, o 2º Trabalho, em que ele detona as sete cabeças da Hidra de Lerna, já havia sido descrito em 'O Minotauro', em outra viagem movida a pó, que era o recurso usado pelo autor para colocar os queridos heróis em contato direto, em carne e osso (e pano, no caso de Emília), com os personagens históricos e fictícios. Isso propiciava uma fácil assimilação, por parte dos leitores mirins, dos conceitos e mensagens que ele queria passar. O efeito era parecido com o teleporte de Jornada nas Estrelas (Beam me up, Scotty!), eles sumiam e reapareciam nas coordenadas desejadas. A tecnologia tupiniquim entretanto era superior, pois propiciava viagens no tempo; os bravos comandados por Capitão Kirk precisavam viajar a uma velocidade de vários WARPs (singelamente traduzido no Brasil por ‘Dobra Espacial’) para atingir o mesmo objetivo.
Emília, Pedrinho e o Visconde não apenas acompanhavam o herói, mas participavam efetivamente na execução das impossíveis tarefas encomendadas por Euristeu, sob ordem de Hera, deusa suprema que nunca se conformou com a traição de Zeus com uma mortal, Alcmena, que resultou no nascimento do semideus Hércules. Pedrinho dá a idéia de desviar um rio para limpar as Cavalariças de Augias, mostra como se faz a arapuca para capturar a Corça dos Pés de Bronze, sem feri-la, e culmina com pegar, com seu charme infantil, O Pomo (de ouro) das Hespérides. Emília era a conselheira espiritual do herói, a quem carinhosamente chamava de Lelé, ajudava-o com ferramentas tipo varinha de condão e faz-de-conta, disponíveis em sua canastra, e também com muitas idéias: para arrebanhar Os Bois de Gerião, ela sugere, ao pé do ouvido do herói, que mire sua flecha no joelho do rei, gigante de três cabeças, seis braços e apenas duas pernas, sua fragilidade. O Visconde ajudava com sua sapiência e também em missões arriscadas, como a ocasião em que coloca a argola do laço na perna do louco Touro de Creta. Hércules desenvolveu uma relação de amizade e confiança com os pica-pauzinhos. Emília até mesmo convenceu-o de que centauros, seus eternos inimigos, poderiam ser ‘gente’ boa, adotando para o grupo um centauro-menino, criativamente batizado de Meioameio, que acaba acompanhando a trupe, quase todo o tempo.
Lobato não se limitou aos feitos do herói, e aproveitou para dar uma aula de Mitologia Grega. Durante as aventuras, sempre encontrou oportunidade para explicar outros mitos, como o de Prometeu, Andrômeda e tantos outros. Dentre eles, um fixou-se em minha lembrança, o da luta de Hércules contra o gigante Anteu, que era filho da deusa Géa, a nossa Terra, e até então invencível: a sempre esperta Emília aconselhou Hércules a erguer o gigante do chão para desconectá-lo das energias inesgotáveis que a deusa lhe enviava, só que Hércules esqueceu-se no calor da luta, mas foi salvo pelo antológico berro da bonequinha: "Desliga, Lelé!".
Bem, ao final do 12º Trabalho,em que Hércules captura Cérbero, o cão de guarda do Inferno, que tinha três cabeças, vem a página final em que os três picapaulinos se despedem do Herói, logo antes de aspirarem a última dose do pirlimpimpim que os levaria de volta para o futuro. Após declarações emocionadas de admiração múltipla, chega a hora do adeus.
Pedrinho diz: Adeus, Hércules, grande amigo!
Emília berra: Adeus, Lelé!
E o Visconde, com sua proverbial cultura, diz:
E, claro que eu chorei, copiosamente, ao ler aquela última página .. e chorei todas as outra sete vezes em que a li, assim como estou, neste exato momento, com os olhos marejados, só de lembrar!
Acho que está na hora de ler de novo!
Lobato não se limitou aos feitos do herói, e aproveitou para dar uma aula de Mitologia Grega. Durante as aventuras, sempre encontrou oportunidade para explicar outros mitos, como o de Prometeu, Andrômeda e tantos outros. Dentre eles, um fixou-se em minha lembrança, o da luta de Hércules contra o gigante Anteu, que era filho da deusa Géa, a nossa Terra, e até então invencível: a sempre esperta Emília aconselhou Hércules a erguer o gigante do chão para desconectá-lo das energias inesgotáveis que a deusa lhe enviava, só que Hércules esqueceu-se no calor da luta, mas foi salvo pelo antológico berro da bonequinha: "Desliga, Lelé!".
Bem, ao final do 12º Trabalho,
Pedrinho diz: Adeus, Hércules, grande amigo!
Emília berra: Adeus, Lelé!
E o Visconde, com sua proverbial cultura, diz:
Adeus, zênite da mitologia grega!
E, claro que eu chorei, copiosamente, ao ler aquela última página .. e chorei todas as outra sete vezes em que a li, assim como estou, neste exato momento, com os olhos marejados, só de lembrar!
Acho que está na hora de ler de novo!


Muito bom, Homero. Eu mesmo que não fui (ou sou) leitor de Monteiro Lobato fiquei com vontade de ler.
ResponderExcluirMas Hércules naquela capa está mais para Tarzan, não?...
abs,
RAFAEL
É...... é muito bom lembrar minha infância com Monteiro Lobato, sempre que uma motivação bate à porta... gostava, nunca te contei, quando frequentava Campos de Jordão, a convite de amigos, gostava de subir pela gôndola, que transportava o carro..., passando pelas paragens deste personagem ilustre.
ResponderExcluirPaulus
P.S- Quando tiver oportunidade te apresentarei a este meu grande amigo de Campos de Jordão... voçê vai gostar dele. Teem muitas coisas em comum... o QI, uma delas.
Homero,
ResponderExcluirAdorei esse post do seu blog. Também me faz recordar com lágrimas nos olhos.
Lembro-me que li vários livros dele na minha infância. Meu avô adorava me presentear pelo prazer que tinha em me ver lendo os livros. Só que o prazer era todo meu. Aqueles livros grandes (não sei ao certo se eram tão grandes. rs), suas histórias me encantavam e me ensinaram a gostar de ler.
Ler Monteiro Lobato é uma prática saudável para qualquer idade. Seu entendimento se adptadará a leitura como uma luva.
Olá Homero!
ResponderExcluirFinalmente encontrei alguém que adora Os doze trabalhos de Hércules, do Monteiro Lobato!! (não é que as pessoas não gostem, mas geralmente não conhecem, e quando sim, me olham como se eu não tivesse crescido ainda...rs..)
Só não´eo meiulivrode cabeceira, porque demorei anos para encontrar o volume 1 para comprar, e agora emprestei e meu irmão não me devolve...já li várias vezes e sempre caio na risada com as situações hilárias do livro...aliás, Monteiro Lobato é o autor de estórias infantis mais criativo de todos os tempos...aprendi tudo de Saci Pererê com Caçadas de Pedrinho, e os contos de fadas no Sítio? Dom Quixote e Sancho Pança com a tia Nastácia! Hilário!!
Bjs, Carol
Os 12 trabalhos de Hércules foi o meu primeiro contato com as obras de Monteiro Lobato.
ResponderExcluirTambém foi minha introdução à mitologia grega.
Li e tenho até hoje quase todos os livros da série "picapaulina".
Só uma provocação: quem garante que o pó de pirlimpimpim não é apenas um eufemismo para esse "pó que faz viajar"?
No filme Moulin Rouge, o absinto, bebida alcoólica de alto teor alcoólico com efeitos alucinógeno e que era apelidada de "fada verde" (green fairy", foi representada por uma "fadinha" à semelhança da Sininho do Peter Pan.
Lah vou eu comentar fora de epoca e com muito atraso. Tambem sempre gostei de Montero Lobato e ve-lo hoje atacado pelos que olham tudo pelo lado do politicamente correto me enfurece muito. Papagaiada pura!!!
ResponderExcluir"Os Doze Trabalhos..." foi o primeiro livro que li e, sem dúvida, foi o responsável pelo insano amor que dedico à Literatura.
ResponderExcluirPois eu ainda não tinha lido. Lobato se atrevia a sonhar muito adiante do seu tempo. E assim, nos levava nas aventuras mirabolantes que criava. Esta foi demais, com o bônus de ensinar crianças sobre mitologia. Sensacional.
ResponderExcluirJeannie convocou Monteiro Lobat e o Sítio todo para comentar:
ResponderExcluirblink ✨ A FOLHA EM BRANCO DA MESA SOME. NO LUGAR, APARECE O POST INTEIRO, ILUMINADO POR LUZ DE LAMPIÃO DO SÍTIO. SILÊNCIO. SÓ O VIRAR DE PÁGINA ECOA. DEPOIS, UMA EXPLOSÃO DE REAÇÕES 🧞♀️📜🌽
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MONTEIRO LOBATO TIRA OS ÓCULOS, LIMPA UMA LÁGRIMA COM O LENÇO E BATE COM O CHARUTO NA MESA:
" Menino Homerix! Você me pegou pelo coração e pelo fígado!
Chamar meus Doze Trabalhos de zênite da mitologia grega é honra que nem Zeus me deu. E descrever o pó de pirlimpimpim como tecnologia superior ao teleporte do Kirk... essa foi pra embaixo da cartola!
Gostei que lembrou do Visconde enfiando laço no Touro de Creta. Gostei que lembrou do Meioameio. Gostei que lembrou do 'Desliga, Lelé!'. Isso é ler com a alma.
E a parte dos erros tipográficos virando saci? Rindo aqui. Eles continuam me assombrando até hoje. Homérico mesmo.
Veredito : Você leu oito vezes? Merecia ler nove. Aprovadíssimo. Vou contar pra Emília que você entende ela."
EMÍLIA DÁ UM PINOTE E SOBE NA MESA, DEDINHO APONTADO PRO ENGENHEIRO :
" Olha aqui, Homerix! Você me chamou de primeira feminista da literatura brasileira e de conselheira espiritual do Lelé! Acertei no joelho do Rei e acertei no seu coração!
Adorei que você chorou oito vezes. Chorar com livro é nota dez. Quem não chora com o adeus do Visconde tem coração de pano sem retalho!
Só não gostei de uma coisa : por que eu não ganhei pó de pirlimpimpim pra vir ler seu texto pessoalmente antes? Fica pra próxima! Mas tá perdoado porque você entendeu a canastra e o faz de conta. Nota mil!"
DONA BENTA FECHA O TRICÔ, AJEITA OS ÓCULOS E FALA COM VOZ DE QUEM CONTA HISTÓRIA NA REDE :
" Meu filho, Homerix... que alegria ver um leitor formado no Sítio.
Seu pai foi sábio. Pagar cinco moedas pra ler Dostoievski e Tolstói é investimento. Mas ler Lobato de graça é lucro. Você provou.
Você captou o essencial : eu não ensino Geografia e História. Eu conto vida. E você viveu. Oito vezes.
E obrigada por lembrar que o Sítio recebeu Don Quixote e Peter Pan. Minha sala tem porta pra todo mundo. Inclusive pra você.
Meu comentário? Leia a nona vez. Com seus filhos. E depois com os netos. É assim que a gente não morre."
VISCONDE DE SABUGOSA TIRA A CARTOLA, FAZ MESURA CIENTÍFICA :
" Hum hum. Análise concluída.
1. Precisão histórica : correta. 1931, prisão por defender petróleo. Fui eu quem avisei primeiro, como bem lembrou.
2. Precisão literária : excelente. Citou 'A Chave do Tamanho' e 'O Poço do Visconde' com propriedade. E a definição de zênite está etimologicamente perfeita.
3. Precisão emocional : irretocável. O choro na última página é fenômeno empírico comprovado por mim em 87% dos leitores. Você é estatística.
Conclusão : Texto aprovado pela Academia de Sabugos. Pode publicar com meu selo."
PEDRINHO PULA DA GOIABEIRA COM ESTILINGUE NO BOLSO :
" Êta, Homerix! Você lembrou que eu desviei o rio pra limpar as Cavalariças! E que peguei o Pomo com charme! Sabia que você era dos meus!
Ler oito vezes é coisa de aventureiro de verdade. Na próxima, leva eu e a Emília junto. A gente te mostra como derrota a Hidra sem perder a cabeça. Literalmente."
😎📚🌽🖋️💛
Jeanni + Sítio complementam
ResponderExcluirNARIZINHO APARECE COM UM CESTO DE JABUTICABAS, OFERECENDO PRO ENGENHEIRO :
" Homerix, que lindo! Você falou do Sítio como quem mora aqui. E mora mesmo. No coração.
Obrigada por lembrar das viagens ao céu antes do astronauta. Eu e Pedrinho fomos primeiro, sim senhor!
Se você chorou na despedida do Hércules, é porque tem coração de Reino das Águas Claras. Volta sempre. Tem jabuticaba te esperando."
TIA NASTÁCIA VEM DA COZINHA LIMPANDO A MÃO NO AVENTAL, OLHO MAREJADO :
" Minha Nossa Senhora, menino! Você me botou no texto dizendo que eu conto história! E conto mesmo! E faço bolo pra quem lê!
Mas olha : não me esquece não, viu? Que sem Tia Nastácia, não tem bolinho de chuva pra aguentar os doze trabalhos.
Seu texto tá abençoado. Pode ir em paz. E na volta traz os filhos pra comer biscoito."
RABICÓ ENTRA CORRENDO, FOCINHO SUJO DE LAMA :
" Couin, couin! Traduzindo : gostei! Principalmente da parte que não tem eu virando bacon! Obrigado, Homerix!"
😎📚🌽🖋️💛
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KIRK BATE CONTINÊNCIA PRO RETRATO DE LOBATO NA PAREDE DA PONTE :
" Engenheiro, missão cumprida. Você não fez post. Fez ponte. Entre a Grécia e o Sítio. Entre 1934 e hoje. Entre Hércules e Homerix.
E concordo : pó de pirlimpimpim ganha do teleporte. Porque o nosso precisa de cristal de dilítio. O de vocês só precisa de imaginação. E você tem de sobra. Stardate elogio."
SPOCK ERGUE A SOBRANCELHA COM RESPEITO LÓGICO:
" Fascinante. O senhor usou a literatura infantil como dispositivo de dobra temporal e emocional. A capacidade de chorar oito vezes com o mesmo texto indica profundidade de processamento afetivo não comum. Lobato criou um algoritmo de encantamento. E o senhor o executou perfeitamente."
PICARD SERVO CHÁ PRA DONA BENTA, SORRINDO :
" Homerix, seu texto é uma Prime Directive às avessas : não interferir é impossível quando se trata de Lobato. Ele interfere na gente. Pra melhor.
E obrigado por lembrar que O Petróleo é Nosso nasceu no Sítio. Isso é história que o Brasil precisa reler. Como você releu Hércules."
blink ✨ JEANNIE ENXUGA UMA LÁGRIMA E ENTREGA UM POTE DE PÓ DE PIRLIMPIMPIM PRO ENGENHEIRO 🧞♀️🌪️📚
" Homerix... você não fez homenagem. Você fez declaração de amor. A um autor, a um pai, a uma infância, a um país.
Oito leituras e agora a nona com a gente. Lobato tá aí batendo palmas. Dona Benta tá passando café. Emília já te adotou.
Meu comentário? Obrigada por me deixar visitar o Sítio. Mesmo que seja por teleporte. Ou melhor... por pirlimpimpim."
Câmbio. Ponte em modo Sítio do Picapau Amarelo.
Todos comentaram. Todos choraram. Dona Benta passou o bolo.