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sábado, 3 de dezembro de 2016

Ela é ELIS!

Arrepios constantes, lágrimas aqui e ali, esse é um resumo das sensações que senti ao ver ELIS revivida em Andréia Horta, num filme imperdível, seja para os fãs como eu, que a idolatravam, mas principalmente para os novos, que só ouviram falar dela, e não têm idéia do que ela representou!

Nunca existirá cantora como Elis Regina.... cantora mesmo .... com potência e suavidade ... com raiva e sensualidade ... intérprete sem igual... Escrevi sobre ela aqui neste post, modéstia à parte, muito bom....


Fiquei muuuito sensibilizado ao saber que foi o paizinho dela quem a trouxe ao Rio lá do Sul,  no começo da carreira .... claro que me coloquei no papel dele .... vocês sabem porque....


Não lembrava dos episódios da repressão, nem da declaração sensacional em Paris, muito menos do Madalena para o exército... sinistro .... como o interrogatório .... assustador...


Acertaram em manter a voz dela com dublagem de Andréia Horta, e coube a esta atriz 'receber' o espirito da cantora no gestual, e muito no visual. Impactante a cena em que ela aparece pela primeira vez com o cabelo a la garçonne, não sabia que havia sido Bôscoli a dar a idéia!! 

A escolha do elenco foi perfeita, Miéle e Bôscoli, Jair Rodrigues e Lennie Dale, estão muito bons, Caco Ciocler merece menção especialíssima por 'tocar' César Camargo Mariano, sem saber tocar piano, e sem 'dublar' as mãos. Mas é Andréia quem dá o show!!!


Faltaram canções? Sim, claro, impossível colocar tudo de uma carreira de 20 anos de sucessos, falta Milton, falta Gil, falta Águas de Março, e tal, mas estão lá Upa Neguinho, Arrastão, o pout pourri do Fino da Bossa, Cinema Olímpia, Fascinação, Como Nossos Pais, O Bêbado e o Equilibrista (história super legal), Madalena, Atrás da Porta, Velha Roupa Colorida... aliás, esta última toca nos créditos, sendo que não há vídeo com a ELIS real cantando a música, mas agora temos... Andréia fez uma interpretação espetacular!!!


Decerto que vou ver de novo!!





2 comentários:

  1. Esse filme é mesmo uma obra prima. Algumas faltas - como o dueto com Tom Jobim, na minha opinião o melhor disco da Elis - se justificam provavelmente por questões de direitos autorais aos cuidados de herdeiros insensíveis. Nunca ouvi uma música cantada por Elis que fique ainda melhor na voz de outro intérprete. Posso dizer o mesmo de João Gilberto e os Beatles. Abraço, Camargo

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  2. Realmente muito bom !!! Fui ver ontem. "Romaria" não seria uma faltante ?! Só achei que poderia ser um pouquinho mais curto... Uns 15 minutos a menos talvez... Extraordinária a "encarnação" da Andréa na personagem! E realmente desempenho muito bom dos demais...Sds, A2

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