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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Game of Thrones - A Storm of Swords

ACABEI!!!

Após 40 dias, de metrô e bicicleta, virei a última das 1128 páginas de Game of Thrones - A Storm of Swords, o terceiro livro da mais espetacular saga da literatura e da TV.  Veja, estou falando do binômio. Livro e TV, juntos. Livro e cinema, tem James Bond e Harry Potter. Cinema e TV tem Jornada nas Estrelas. HQ e Cinema, tem várias!!! Livro e TV não conheço outra. Mas aceito indicações!!

Para quem não leu meus textos anteriores sobre o assunto, seguem aqui:



Bem, depois da última página, segui passeando pelas dezenas páginas  de nomes e detalhes e selos e bandeiras e parentescos de todas as casas e famílias e reinos que aprendemos a amar e a odiar, e de algumas que nem ouvimos falar, ainda, ou quem sabe nem ouviremos, tudo das parte do mundo de George Martin. Que imaginação!

Bem, como alguns já sabem, entrei tardiamente nesse mundo, pelo caminho da TV, vi as 6 temporadas, e só então comecei a ler os livro, enquanto aguardo, junto com a metade do Planeta Terra, a sétima temporada na TV .

E vou comparando o que chegou na TV com o que foi descrito no livro.  E segue sendo bem diferente em alguns pontos, mas às vezes, admito que ficou melhor.

Como sabem, a história é sempre contada sob o ponto de vista de personagens. No primeiro livro, são eleitos Eddard, Catelyn, Sansa, Arya, Bran, Jon e Daenerys. No segundo, entram Davos e Theon (e sai Eddard, por razões óbvias). Aqui chega Jamie, the Kingslayer, e graçcas a isso podemos acompanhar a saga do retorno de Riverun a King's Landing, e seu relacionamento nada amistoso com a imensa Brienne de Tarth.

Daenerys tem outros champions ao lado dela. Na TV, Ser Barristan Selmy entra na vida de Daenerys antes de ela chegar a Astapor, numa cena com um escorpião doido que nem aparece no livro. No livro, ele só aparece antes na conquista de Mereen, apesar de já estar lá disfarçado de escudeiro de um certo eunuco morno enorme, Belwas, que é importante no livro e absolutamente ignorado na TV. Selmy só aparece ao salvá-la de um certo Titan, mas é inicialmente banido, juntamente com Jorah Mormont, por ter traído seu pai, mas posteriormente perdoado por Daenerys, afinal, o pai dela era louco. Então, nada daqueles diálogos entre os dois cavaleiros, e daqueles olhares de admiração pelas atitudes de Daenerys esteve no livro. E Misandei, a tradutora de 20 línguas, no livro, é uma menina de 10 anos, e não uma mulher feita, como no livro. Portanto, já se antecipa que aquele relacionamento dela com Grey Worm é coisa só da TV.

Como Robb Stark não é eleito, nada daquele relacionamento dele com Talisa, noivado e casamento é descrito no livro. Catelyn Stark só chega junto de Robb quando ele já está casado com Jeyne ... sim ... Talisa não existe no livro... por que será que mudam tanto? Bem, no livro também não acontece aquela bobagem de Robb levar a esposa para a morte no Red Wedding. Então, a esposa de Robb segue viva, mas não sabemos de seu destino ao final do livro, ao menos não percebi. E, no Red Wedding, Catelyn não pega a esposa de Walder Frey como refém de sua adaga, mas o bobo da festa. No livro, eles dão destaque a como estavam tocando mal os instrumentistas que acompanhavam o casamento, eu achara estranho na festa o momento em que eles abandonam os instrumentos para pegar seus arcos para iniciarem o massacre. Eram arqueiros e péssimos instrumentistas.

O que acontece com Tyrion é uma aceleração tremenda. No livro, já acontece o quase casamento de Joffrey, a prisão de Tyrion, seu julgamento, e a luta de Gregor Clegane com Oberyn Martell, e a fuga da prisão com o assassinato de seu pai. O julgamento é contado por reminiscências de Tyrion e aqueles diálogos com Jamie, Bronn e Oberyn no calabouço não acontecem, e Jamie só aparece para resgatar o irmão e entregá-lo a Lord Varys. E não vi no livro a descrição de como o Spider mantém preso e com a boca costurada o feiticeiro que cortou suas partes quando era criança.


O caminho de Arya Stark de volta a Riverun, no colo do Clegane, The Hound, é bem mais curta. Ela não chega aos Twins, e então a melhor gargalhada da série, dela, quando o Hound chega todo feliz para pedir o resgate da tia Tully que já estava morta não existe no livro, porque ela abandona um quase moribundo Hound antes mesmo de Lord Baelysh matar a esposa, quando ela já falou o Valar Morghulis e já partiu rumo a Braavos. Outra coisa que só acontece no livro é o destino de Gendry, o bastardo de Robert Baratheon, Não tem nada daquilo de Melysandre chegar logo após a ressuscitação de Beric Dondarion para 'comprar' o bastardo, e depois ficar pelada e transar com ele para depois amarrá-lo na cama, nada disso. Aliás, o bastardo no livro é outro, um certo Edric Storm, que tem 11 anos e já está com seu tio Stannis em Dragonstone e é muito amigo da pequena deformada Shereen, e aliás, não é ela quem ensina Davos a escrever!!!

E Jon Snow, meu Deus, quanta diferença! No livro, a transa com Ygritte começa bem antes da caverna onde ela aparece nua para ele, eles já estão no ralirola debaixo dos casacos protegidos do frio bem antes. No livro, ela fala 'You know nothing, Jon Snow!' mais de 10 vezes, em vários diálogos sobre a vida! Mas depois do sexo da caverna, certamente ela disse: 
'You know EVERYTHING, Jon Snow!' 
... só que não apareceu. As batalhas dos vigilantes com os selvagens são diferentes, a passagem do muro é diferente. Ygritte não é morta por um rapaz sobrevivente de um massacre de seus pais pelos selvagens. No livro, não há essa história!! E o selvagem Tormund não vai para Castleblack quando Mance Rayder é preso. E Stannis Bartheon oferece Winterfell a Jon Snow, coisa que eu não me lembro na série. E é eleito Lord Commander já no livro, enquanto na série isso não aconteceu.

A  entourrage de Bran Stark se aproxima de Jon Snow de forma diferente. A começar porque no livro, Rickon e Osha já haviam saído do convívio, então é apenas o lobo de Bran que ajuda Jon. Bran e sua turma nunca são presos pelos assassinos do Commander Mormont. Aliás, os assassinos nunca mais aparecem no livro!!!

O que acontece com Sansa Stark está relativamente parecido, já o que acontece com Theon no livro, aquela tortura toda pelo bastardo Bolton, com direito a pinto decepado, ainda não aconteceu no livro, será que foi invenção da série???
E, no final, um prólogo que começa meio estranho .... até porque se chama 'Prólogo' e não tem nenhum eleito ... o 'narrador' é o nono filho de Walder Frey, e ele lembra a história dele e da família toda, meio chato, e tal, e ele encontra o bando de Eric Dondarion, pra pagar o resgate de um primo e coisa e tal e de repente aparece 
ELA
E aí, não falo mais nada porque seria spoiler DEMAIS.... provavelmente vamos saber só na última temporada!!!!

Bem, vamos partir para A Feast of Crows... já me disseram que é um pouco arrastado!!

Mas vale!!!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Cantando no Terraço



No dia 30 de janeiro de 1969, os Beatles se reuniram para aquela que seria a última apresentação ao vivo da banda mais famosa de todos os tempos. E, como tudo que é beatle, tinha que ser diferente: ela aconteceu no terraço de um edifício, em meio a caixas d'água, torres de calefação, casa de máquinas de elevador, enfim, um local ‘bem’ apropriado! Lá se vão 45 anos!!

O porquê desta decisão??


Tecnicamente, a apresentação não foi considerada como um concerto, pois havia umas poucas dezenas de técnicos e uns poucos parentes vendo E ouvindo a banda. Já o número de apenas ouvintes foi bem maior, mas nunca foi calculado. 


Beatles agasalhados, cenário montado, som testado, começou o show. Aos primeiros acordes, as pessoas que caminhavam nas antes calmas ruas da vizinhança começaram a olhar para o alto (É um pássaro? É um avião?), outras começaram a pipocar nas janelas dos edifícios vizinhos, logo identificaram as vozes e o som, apesar de pouquíssimos terem anteriormente ouvido, e a notícia se espalhou: os Beatles estão tocando no terraço do edifício! E são músicas novas! O que significa isso? 
Em seguida, outros telhados de edifícios foram sendo povoados, as ruas começaram a ficar cheias de pedestres, e de carros parados, e a notícia do tumulto chegou à delegacia de polícia. Cerca de 35 minutos depois de começado o show, os policiais  chegavam ao terraço, enquanto Paul cantava ‘Get Back’ pela terceira vez, e lançou aquele sorriso, como que pensando: ‘Yes, we did it!!!’. Os policiais informaram que aquilo não poderia continuar e chegaram a desligar o amplificador de George, que foi lá, irritado, e ligou de novo. Finda a canção, Paul brincou: “Ah, meninos levados, tocando mais uma vez no terraço, deste jeito vocês vão acabar na cadeia!!!

Foram 42 minutos de gravação, tudo registrado em filme e fitas. Foram cinco canções, todas Lennon/McCartney. Entre elas, as famosas ‘Get Back’ de Paul ‘Don´t Let Me Down’ de John que foram lançadas em compacto. As demais, ‘Dig a Pony’, ‘I’ve Got A Feeling’ e ‘One After 909’ foram deixadas para o que seria o LP  ‘Let It Be’. Aquela tal de ‘One After 909’, pouco conhecida, era uma composição antiga da época do começo da dupla, em 1957, felizmente revivida, pois é ótima.Assistindo novamente eu me arrepio todo vendo- tocar tão bem, fazendo duetos, se divertindo. Eles tinham que continuar... 

Entretanto, apesar de todo o esforço, o projeto Get Back, como um todo, foi considerado de qualidade insuficiente para um lançamento beatle. Haviam inclusive tirado a foto da capa do álbum, com os quatro Beatles na mesma posição da foto que tiraram para seu primeiro álbum, ‘Please Please Me’, de 1963, na escadaria da EMI. Felizmente, a foto foi aproveitada no lançamento das coletâneas Vermelha e Azul, em meados da década de 1970. Somente depois do fim dos Beatles, o trabalho foi compilado e lançado no álbum ‘Let It Be’.

De qualquer forma, o desempenho dos rapazes naqueles pouco mais de 40 minutos foi perfeito, mandaram muito bem, até repetiram algumas canções, mas tudo deu maravilhosamente certo, até mesmo o gran finale, com a entrada da polícia, era tudo o que eles queriam. Na verdade, Ringo até sugeriu que tocasse até serem carregados presos pelos policiais. 

Felizmente, o 'Rooftop Concert' (quase 6 milhões de entradas no Google) foi registrado para a posteridade, com todos os detalhes, inclusive com o fechamento irônico de John:


Em nome do grupo, obrigado a todos,

e espero que tenhamos passado no teste!



Como se eles precisassem disso!
Quem quiser conferir o evento, está neste link, em 21 minutos, com todas as canções e imagens divertidíssimas da reação do povo nas ruas e dos policiais:
https://mais.uol.com.br/view/j33zw4lwgvcq/show-dos-beatles-na-apple-records-1969-04028C183968D0C14326?types=A&

O Felipe esteve em Londres há uns anos e me presenteou esta camiseta. 
Eu a uso frequentemente e sempre me lembro do Concerto no Telhado!!!


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Monociclo elétrico!! Sensacional!!


Hoje, saindo no metrô, Estação Carioca, do meu lado estava um jovem, 
de terno, gravata e mochila, e uma maleta redonda.... 
de repente, após o último degrau da estação, 
ele pousou a 'maleta' abriu dois pedais, subiu, 
e saiu nela rodando, e foi-se embora, 
pela Rio Branco sem carros e com VLT. 
Foi a primeira vez que vi o monociclo elétrico, ao vivo...
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Já ouviram falar do Segway? Aquele ...
... diciclo (meio de transporte de duas rodas lado a lado) inventado por Dean Kamen e revelado em Dezembro de2001, que funciona a partir do equilíbrio do indivíduo que o utiliza, . Atecnologia existente nos Segway PT, consiste numa inteligente rede de sensores, mecanismos e sistemas de controle, que permite ao Segway, o auto-equilíbrio e a deslocação em duas rodas. (by Wiki)
Lembram-se quando Bush, o presidente sapatado no Iraque, tentou andar num deles e levou  um tombo?

Ao menos eu não caí. Andei num deles por uns poucos metros, veja só, na garagem do Rio-Sul!! Notei um cara fazendo patrulhamento ali, não resisti, desci do carro e pedi para experimentar, muuuito legal, deu vontade de ter um!! Para que o Segway avance, só precisa de se inclinar para a frente e para que recue é necessária a inclinação para trás. Para virar, basta oscilar o braço central para o lado pretendido.

Bem, a invenção do gênio Dean Kamen gerou uma série de outros veículos usando o mesmo princípio do giroscópio que sente o centro de equilíbrio do motorista e compensa com velocidade.


Agora vejam só este video sensacional aqui ao final!!!

Reduziram a geringonça ao mínimo!

O monociclo elétrico Air-Wheel, aqui ao lado!!

Certamente é mais mais difícil, pois não tem plataforma para subir, nem o apoio para as mãos... Bush já teria se espatifado!!!

O video é hipnotizante, sem palavras, aliás nem precisa, para mostrar a maravilha...

Notem o estágio da poluição na China!

Idéia de gênio também foi aquela escada com rampas em zigue-zague!!!! Parece que foi desenhada especialmente para os monociclos.

Fiquei em dúvida no começo em como se subia nele, mas aí vi gente num pé só.... sensacional!

O problema é que, no Brasil, rapidinho chegava um vagabundo dizendo: 'Perdeu, tio!" lhe dava uma coronhada no rosto, como fizeram com meu irmão em SP, e levaram seu relógio. O brinquedinho pesa só 9 quilos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Enquanto isso, na Bahia.....

Um recente amigo, ex-colega, e excelente advogado, chama-se Felipe Francisco Ferreira, e comentou que o chamam de Triple F, muito apropriado, ao que retruquei que na Bahia, ele seria conhecido desde criança como FêFêFê, e ele perguntou por que?

Ele não sabia, e ficou espantado quando contei do peculiar jeito que os baianos soletram o abecedário.

Vocês sabiam? Ó só!!

A – Bê – Cê – Dê – É – Fê – Guê – Agá – I - Ji –  – Me – Ne – O – Pê – Quê –  –  – Tê – U – Vê – Xis –  Zê



E daí, as siglas derivam, naturalmente
INPS é I-Nê-Pê-Si 
FGTS é Fê-Guê-Tê-Si 
IRPF é I-Rê-Pê-Fê
CNPJ é Cê-Nê-Pê-Ji

... e assim, por diante!!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Deitado em berço esplêndido

Uma cena de Thor - Mundo Sombrio, que revi ontem na TV, promoveu este comentário no Facebook

Sem nenhuma sombra de dúvida, o funeral de Frigga é o mais espetacular da história do cinema. Aceito contestações. 
Em tempo, Frigga, mulher de Odin, mãe de Thor, deuses nórdicos.
Em tempo, Frigga => Friday, Odin => Wednesday, Thor => Thursday.
E acrescentei, num comentário.....

Em francês, são deuses romanos...
Mercredi => Mercúrio, Jeudi => Júpiter, Vendredi => Vênus




E em espanhol, também ....
Miércoles => Mercúrio, Jueves => Júpiter, Viernes => Vênus

E em italiano também ...
Mercoledì => Mercúrio, Giovedì => Júpiter, Venerdì => Vênus

E em português também ... NÃÃÃÃÃÃÃOOOO!

Em Português é aquela coisa sem graça, que apareceu por causa da Semana Santa, que era de descanso, e o dia depois do Domingo (lembrem-se que '... no 7º dia, Deus descansou!') era o 2º dia de descanso, e 'féria' significava descanso (lembram-se de 'férias'? Quer dizer um monte de descansos!), então ficou 2ª Féria, que depois passou a 2ª Feira, e o dia seguinte 3ª Feira, e  depois 4ª, e 5ª e 6ª Feiras. 
E depois extrapolou-se para todas as semanas do ano...

Coisa sem graça essa nossa língua.....
Se bem que, pensando bem, como Sábado também quer dizer 'dia do Sabá', que é descanso, em judaico, está tudo explicado:
Somos um povo que vive descansando!

Bem, terminando a descrição dos dias....
O Domingo é Dia do Sol (Sunday) em inglês mas do Deus Sol, e enquanto que nas línguas latinas é sempre Dia de Deus -    Dimanche - Domingo - Domenica
Segunda-feira é dia da Lua em todos os outros idiomas aqui referidos -    Monday, Lundi, Lunes, Lunedi
Terça-feira é dia do Deus da Guerra em todas os outros idiomas aqui referidos -    Tuesday - Mardi - Martes - Martedi
Sábado é Dia de Saturno, em inglês, e dia de descanso em todas as outras -    Samedi - Sábado - Sabato.

Ufa!!!!


Resumindo




segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Linda missa para Alex

Dois anos depois da passagem brutal de Alex...
Seus assassinos foram presos e condenados a 28 anos de prisão...
O lugar onde ele morreu hoje é uma praça com seu nome....

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Estive na missa de 7º dia de Alex, o filho de amigo Andrei, morto por assaltantes na Urca, como lamentei aqui neste link.

Foi na igreja Imaculada Conceição, em Botafogo. Foi uma emoção só! Muitos presentes, a maioria de branco e grande parte deles com fotos de Alex estampadas e com os dizeres 'Eu sou Alex'.

Andrei e Mausy, pai e mãe estavam no primeiro banco, com outros filhos. E mesmo antes da missa Já recebiam emocionados os abraços condolentes, inclusive o meu, meio que sem palavras.

O padre não poderia ser melhor. Ele se interessou pelo perfil do Alex e ressaltou suas qualidades e planos e sonhos, emocionando a todos, chamou palmas duas vezes, numa delas ecoou o coro "Eu Sou Alex ... Eu Sou Alex... " Quando Andrei e Mauzy se levantavam com os punhos erguidos. Eles vão à luta, contra o Estado, que não garante segurança aos cidadãos.  Ao final, subiram ao púlpito, e Mausy leu a carta que eles fizeram para o filho, que Já havia sido divulgada. O tratamento sempre no presente, nunca no passado, como se vivo estivesse, e está mesmo, no coração de todos. Eloquente, e decidida, ela saía várias vezes da leitura, e numa delas, ela disse: 
"Eu não sou católica e apenas pedi ao padre - EU AMO VOCÊ, PADRE!!! - que não dissesse que Alex está sorrindo ao lado de Deus, porque não está. Acho mesmo que ele disse a Alex: 
            Foi mal, meu chapa ... Ainda não era sua hora!!"
Pra terminar com ainda mais emoção, Mausy combinou com os cantores que cantassem: 'Se Todos Fossem Iguais a Você'. Muito lindo ouvir a igreja toda cantando!!

domingo, 22 de janeiro de 2017

O Poder da Multiplicação


O nome deste post será entendido após eu contar esta breve lenda, sobre o surgimento do jogo de xadrez...

Reza a tal lenda que um rajá indiano havia acabado de vencer dura batalha, mas estava inconsolável por ter nela perdido seu primogênito. E se amargurava mais e mais e definhava. Até que no salão do trono surgiu um brâmane que lhe presentou com um novo jogo, que ele inventara em sua cidade, também da Índia.

Em poucos dias, o rajá estava simplesmente maravilhado com os movimentos das peças e logo aprendeu que poderia ganhar batalhas se antecipasse os movimentos do adversário. E se tornou outra pessoa com todas as lições de vida que aprendeu com o jogo, voltou a ter alegria de viver. Falou ao brâmane que pedisse o que quisesse, como mostra de seu apreço. O inventor humildemente recusou, mas o rajá insistiu, um baú de moedas de ouro, uma arca de jóias, um palácio. Enfim, o servo disse que aceitaria grãos de trigo como pagamento. O rajá, rindo, perguntou quanto?
"Simples, Majestade! Quero a quantidade de grãos assim formada: no tabuleiro desse jogo que ora tanto admira, quero um grão pela 1ª casa, dois grãos pela 2ª, quatro grãos pela 3ª casa e que assim se vá dobrando a quantidade até que se chegue à casa 64. Simples assim!"
O rajá e todos os vizires que o circundavam riram com a humilde pedida. Foram então chamados os matemáticos do reino. Após uma calorosa discussão, vieram ter com o monarca para contar-lhe o incrível resultado...
"Majestade, a quantidade de trigo prometida näo seria produzida nem que cada metro quadrado da Índia fosse plantado, e com sucessivas colheitas em 100 anos. Os grãos, então, formariam uma montanha com a base igual à nossa cidade e a altura de 100 Himalaias!"
O brâmane, claro, não fez valer sua pedida e teria aceito algo bem mais discreto...

Mostrando em números, a continha simples de multiplicar 64 vezes por 2, e somar todas as casas anteriores, nada mais é que o Soma do termos de uma Progressão Geométrica, uma fórmula de vestibular que, neste caso, resultou na bagatela de 18.446.744.073.709.600.000 grãos...

O que seria? 18 quinquilhões? Pra se ter uma idéia, nem o Excel conseguiu calcular direito esse número. A partir da casa 54 ele começa a encher de zeros.

Trazendo a lenda para a vida real, Renata e Felipe adorariam que esse  fenômeno da multiplicação ocorresse com as suas produções artísticas!! Veja bem: se um leitor de A Arma Escarlate (ou um fã de Baleia)  convencesse dois amigos a comprarem o livro (ou disco) e cada um deles fizesse o mesmo pra dois amigos, e assim por diante, sem se cruzarem pelo meio do caminho, acho que eles ficariam realizados se a coisa chegasse à 17ª casa, não? Só um tabuleiro desses renderia 131.071 discos ou livros. Imagine mais de um tabuleiro, ou seja, se a coisa começasse com outros amigos com relacionamentos independentes entre si??!!

Veja só, Renata, neste momento luta para chegar à 14ª casa (16.384). Felipe, e sua Baleia,  não chegaram nem à 12ª!!


Infelizmente, a coisa não acontece desse jeito ideal. As cadeias se quebram logo no início, muitas vezes na 1ª casa, mesmo com o leitor adorando o livro, pára por aí, sem recomendar, sem presentear. fazer o quê....

Como curiosidade desta Progressão Geométrica, Paulo Coelho, com seu livro 'O Alquimista', já está enchendo até a 37ª casa do tabuleiro, com seus quase 200 Milhões de cópias vendidas no mundo todo, traduzido para mais de 100 idiomas!! Incrível, não!!

Qualquer hora, eu comento sobre os livros mais vendidos de todos os tempos...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Por que não vamos lá fora e atravessamos a rua?

        
Post escrito em 2009, quando o fato virou quarentão.
Relembrado hoje porque mais uma vez ele foi lembrado
com os 4 Beatles andando no dilúvio de São Paulo
________________________
 
 ... disse ele a seus amigos.
         Essa pergunta, aparentemente bobinha e sem sentido, teria caído em esquecimento total e absoluto se fossem outros o lugar, os personagens envolvidos na cena, e o que aquele ato simples de atravessar a rua representaria para o mundo da música.

         O lugar:            Estúdios da EMI, em Londres
         O dia:              8 de agosto de 1969
         Ele:                  Paul McCartney
         Seus amigos:   John Lennon, George Harrison e Ringo Starr
         A proposta:      Atravessar em fila indiana a Abbey Road,
                                 ter o movimento registrado em fotografia,
                           e ter a fotografia estampada na capa 
do último disco dos Beatles,
                                 na minha opinião, o melhor de todos eles,
                                 não sem motivo, o mais vendido de sua carreira.
                  Estava a maior banda do mundo envolta em dúvidas sobre a capa e até mesmo sobre o nome do disco que estavam acabando de gravar. E era um disco especial, todos sabiam, John, nem tanto. Eles vinham de uma experiência que consideraram frustrada, o projeto Get Back, em que haviam embarcado numa idéia de volta às origens, e abandonado a batuta de George Martin, o grande produtor e mentor de seus discos até então. Só eles mesmos para ficarem frustrados com aquilo que viria a se tornar o último disco LANÇADO dos Beatles, que acabou levando o nome de Let It Be. Fiz questão de capitalizar o particípio qualificativo acima, para distingüi-lo de GRAVADO, que é o que se aplica àquele disco sobre o qual pairava a dúvida da capa, e sobre o qual, aliás, não vou falar aqui, deixo para falar à época do aniversário de 40 anos de seu lançamento, em setembro. Quem faz ‘entaniversário’ agora é a foto da capa, e é sobre ela que versa este pequeno ensaio.
                  Estava praticamente combinado que eles voltariam a aparecer na capa, como somente haviam deixado de fazer no último LP de estúdio, o famoso The Beatles, conhecido como Álbum Branco, pela total ausência de cor, inclusive no nome, que aparecia em alto relevo. Afora aquele álbum, todos os demais traziam a imagem deles na capa, fosse em foto ou desenho, e era bom para registrar as mudanças de visual do grupo: naquele verão de 1969, John, Ringo e George ostentavam grande cabeleira, e grossas barbas. Somente Paul, que nunca foi adepto do estilo cabelão, sempre optou por um visual mais comportado, estava de cara limpa, sem barba ou bigode. Aliás, até mesmo porque estava morto ... hehehe  ... depois explico.
         Restava saber aonde tirar a foto. Por uns bons dias, pensou-se em chamar o álbum de Everest, muito devido a uma marca de cigarros fumados incessantemente pelo engenheiro de som Geoff Emerick (que ganharia o Grammy por seu magnífico trabalho naquele disco). E chegou-se a fazer planos para ir ao próprio Everest para tirar a foto, mas a produção seria muito complicada. Dinheiro não era problema, mas acabaria atrasando o cronograma de lançamento do disco. Pensando bem, até que o local seria bastante apropriado, pois era o topo do mundo, exatamente aonde os Beatles se encontravam: no topo do mundo do entretenimento, não havia ninguém mais poderoso que eles.
                    Foi então que Paul, em sua genial simplicidade, fez a proposta título e o sketch ao lado. De uma idéia que certamente custaria algumas milhares de libras foram a outra que custaria praticamente zero, mas que acabaria tendo efeito infinitamente maior. Proposta aceita, foi convocado o fotógrafo Iain Mcmillan, que estava de plantão, e saíram do estúdio. A produção teve alguma dificuldade para parar o trânsito, o fotógrafo subiu em uma pequena escada e tirou meia dúzia de fotos. Paul escolheu a que mais lhe agradou. Era a prerrogativa de quem dera a idéia. Estava decidida e realizada mais uma capa Beatle. E o disco foi também nomeado Abbey Road, em homenagem à casa que os abrigara nos últimos sete anos, palco de muitas revoluções musicais.
                 

No post http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2013/08/paul-is-dead.html, eu conto o que fãs 'enxergaram por detrás da foto!!!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Melhores de 2016???


Um amigo do facebook postou esta lista dos melhores de 1984.

Olhe, pare e pense como seria a lista de hoje, e chore!!

Tirando Baleia e uns e outros, a lista de 2016 é um conjunto vazio...

VOCÊ QUER SABER O QUE TOCAVA NAS RÁDIOS EM 1984?
1984
1 Sonífera Ilha - Titãs
2 Como Eu Quero - Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
3 I Just Called To Say I Love You - Stevie Wonder
4 Óculos - Os Paralamas do Sucesso
5 Vai Passar - Chico Buarque
6 Esquinas - Djavan
7 Deixa Eu Te Amar - Agepê
8 You And I - Kenny Rogers
9 Fullgás - Marina
10 Inútil - Ultraje A Rigor
11 Lilás - Djavan
12 Knife - Rockwell
13 Brega-Chique (E o Vento Levou Black) - Eduardo Dusek
14 Caminhoneiro - Roberto Carlos
15 Ebony Eyes - Rick James & Smokey Robinson
16 Só Você - Vinicius Cantuária
17 Bete Balanço - Barão Vermelho
18 Thriller - Michael Jackson
19 All Night Long (All Night) - Lionel Richie
20 Recado (Meu Namorado) - Joanna
21 Fogueira - Angela Rô Rô
22 Meu Erro - Os Paralamas do Sucesso
23 Eu Sou Free - Sempre Livre
24 Me Chama - Lobão & Os Ronaldos
25 Owner Of A Lonely Heart - Yes
26 Xixi nas Estrelas - Guilherme Arantes
27 Joanna - Kool & The Gang
28 Eva - Rádio Taxi
29 Hello - Lionel Richie
30 Lindo Lago do Amor - Gonzaguinha
31 Somebody's Watching You - Rockwell
32 Against All Odds (Take A Look At Me Now) - Phil Collins
33 Linda Juventude - 14-Bis
34 Karma Chameleon - Culture Club
35 Over You - Lane Brody
36 I Guess That's Why They Call It The Blues - Elton John
37 Sonho de Ícaro - Biafra
38 Nada Mais (Lately) - Gal Costa
39 Fixação - Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
40 Private Dancer - Tina Turner
41 Jump - Van Halen
42 Nada Tanto Assim - Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
43 Drive - The Cars
44 When Doves Cry - Prince
45 Say Say Say - Paul McCartney & Michael Jackson
46 Just My Imagination - Lillo Thomas
47 A Song For You - John Miles
48 Careless Whisper - George Michael
49 Certas Coisas - Lulu Santos
50 Is This The End? - New Edition
51 Heart And Soul - Huey Lewis & The News
52 I Can Dream About You - Dan Hartman
53 What's Love Got To Do With It - Tina Turner
54 A Mulher Invisível - Ritchie
55 Esa Mujer - Julio Iglesias
56 If Ever You're In My Arms Again - Peabo Bryson
57 Time After Time - Cindy Lauper
58 Baile dos Passarinhos - Gugu
59 Tic-Tic Nervoso - Magazine
60 Champagne - Manolo Otero
61 Talking In Your Sleep - Romantics
62 Eyes Without A Face - Billy Idol
63 Maior Abandonado - Barão Vermelho
64 I Am What I Am - Gloria Gaynor
65 Porque Não Eu? - Kid Abelha
66 Dancing In The Dark - Bruce Springsteen
67 I Feel For You - Chaka Khan
68 Comer, Comer - Brazilian Genghis Khan
69 Make Believe It's Your First Time - Carpenters
70 Vamos a La Playa - Righeira
71 Reggae Nights - Jimmy Cliff
72 São Paulo, São Paulo - Premeditando o Breque
73 Stuck On You - Lionel Richie
74 Quando Te Vi - Beto Guedes
75 Beat Acelerado - Metrô
76 Transas e Caretas - Trio Los Angeles
77 Lua My Love - Eduardo Dusek
78 Hey DJ - The World's Famous Supreme Team
79 Você em Minha Vida - Fafá de Belém
80 Toque de Malícia - Beth Carvalho
81 You're The Inspiration - Chicago
82 Betty Frígida - Blitz
83 Let's Get Together - Tina Turner
84 Ao Que Vai Chegar - Toquinho
85 Boys Do Fall In Love - Robin Gibb
86 Papel Maché - João Bosco
87 Tudo Azul - Lulu Santos
88 Do What You Do - Jermaine Jackson
89 Vereda Tropical - Ney Matogrosso
90 Eva - Umberto Tozzi
91 My Girl - Lillo Thomas
92 Almost Paradise - Ann Wilson & Mike Reno
93 Festa dos Insetos - Gilliard
94 Miss Me Blind - Culture Club
95 Veneno (Veleno) - Marina
96 Férias de Verão - Sandra Sá
97 Enredo do Meu Samba - Sandra Sá
98 Where Is My Man - Eartha Kitt
99 Um Desejo Só Não Basta - Simone

100 SKA - Os Paralamas do Sucesso.