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sábado, 31 de dezembro de 2016

Em 2017, estarei em TREINAMENTO - by Renata Ventura

Eu havia decretado http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/12/na-verdade-2080.html, com o que aconteceu de bom e de mau em 2016,como o último post do ano.

Só que então, Renata publicou sua lista de coisas a fazer em 2017.

E como toda boa resolução de fim de ano, tem que ser compromissada no fim do ano!

Não são apenas coisas a FAZER, mais importante, são mais coisas a SER.

Ela começou com um esboço, aqui na imagem, mas resolveu explicar, exemplificar, detalhar para seus leitores, mais que só para eles, servirá para todos.

Difícil realizar 100%, tem uma parte lá que garanto que não conseguiria mesmo, mas de resto, como o mundo seria melhor se as pessoas agissem assim!!! 

Aliás, se todos fossem assim, mesmo aquela 'parte lá' não seria necessária!!!

Bem, a tal exemplificação ficou longa, ficou equivalente a sete páginas em Word, mas vale cada linha, que reproduzo aqui...

Se tiver preguiça, pula pra linha final.... mas garanto que não vai se arrepender....

E, por final, e mais uma vez, terceira vez, 
FELIZ 2017
Que será bem feliz se muitos agirem como Renata quer agir....

_____________________________

Em 2017 estarei em treinamento. https://www.facebook.com/images/emoji.php/v6/f4c/1/16/1f642.png:-) Esta é minha lista de resoluções para o Ano Novo! Quem gostar, pode tentar cumpri-la também! Ou adaptá-la do jeito que quiser!

Estas são as lições que aprendi em 2016 e que quero botar em prática em 2017. É minha mensagem “FOCA NO BEM” para o novo ano! https://www.facebook.com/images/emoji.php/v6/f51/1/16/1f603.png
:-D

Minhas observações sobre cada item da lista estão aqui embaixo! É só clicar em "Continuar lendo"! https://www.facebook.com/images/emoji.php/v6/f4c/1/16/1f642.png
:)

“Escrever com ALEGRIA e ENTUSIASMO. Sempre.”

(Para outras situações, pode trocar por “Trabalhe com ALEGRIA e ENTUSIASMO. Sempre.”)

(Por mais que a gente goste do que está fazendo, e eu amo, há dias em que a gente se desespera e acha que vai dar tudo errado. Mesmo ASSIM, trabalhe com alegria e com entusiasmo! Isso vai te dar uma energia positiva enorme e você vai conseguir sair do lugar no que está escrevendo.)

(No caso de você não ser escritor, eu aprendi num livro [acho que foi “Tom Sawyer”] que, mesmo que você não goste do seu emprego, se você se forçar a trabalhar sempre com alegria e com entusiasmo, a pessoa que mais vai ganhar com isso é você. Talvez você até passe a gostar do que está fazendo.)

“MEDITAR focando em ENERGIA ao acordar.”

(Basta uns dois minutinhos de concentração, sentindo energia boa entrar em você. Quando eu consigo fazer isso, eu saio da cama pulando de alegria para o dia que vai começar.)

“MEDITAR focando em INSPIRAÇÃO sempre que sentar para escrever.”

(Às vezes eu simplesmente sento e começo a escrever sem preparação alguma, sem parar para me concentrar, sem ficar um tempo de olhos fechados para focar no trabalho. Às vezes funciona. Na maioria das vezes não. Eu fico dispersa. Por isso, a partir do dia 1
1) de janeiro, vou tentar, sempre que sentar para escrever, me concentrar por um minutinho antes de começar.)

“MEDITAR focando em AMOR sempre que for sair do quarto.”

(Eu já percebi que, sempre que consigo me concentrar por alguns minutos, me programando para sentir um amor puro por todos que aparecerem na minha frente durante o dia, eu acabo gostando até daqueles que eu não gostava antes! Eu fico mais calma, mais tolerante, menos impaciente, consigo não entrar em discussões idiotas, consigo não criticar os outros, consigo não reclamar de bobagem... Uma maravilha. Nos dias que eu consigo isso, eu chego em casa LEVE, FELIZ e REALIZADA. É incrível quando acontece.)

(O problema é me lembrar de fazer isso, porque, ao longo do dia, a gente acaba esquecendo. Então, coloquei na lista de 2017. Para tentar me lembrar de fazer isso todos os dias: parar por um minuto antes de sair do quarto, ou da sala do escritório, ou do banheiro, ou onde quer que eu esteja e, antes de encontrar com qualquer outra pessoa, seja de casa ou de fora, me concentrar e programar meu cérebro e minha alma para amar a todos que eu for encontrar. Olhá-los com carinho, percebê-los como pessoas que também têm seus próprios problemas e podem estar passando por barras que a gente não faz ideia. Isso só faz bem pra gente. Impede que a gente sinta raiva de alguém que olhou feio para nós, ou que respondeu mal pra gente, porque, na grande maioria das vezes, o problema deles não é com a gente, é com outra pessoa.)

“Disciplina. Disciplina. Disciplina.”

(Esse é auto-explicativo. https://www.facebook.com/images/emoji.php/v6/f4c/1/16/1f642.png
:-) Quem conhece o Chico e o Emmanuel, entendeu a referência, kkkk.)

“Manter a ALEGRIA e o ENTUSIASMO sempre.”

(Tentar fazer isso mesmo nos momentos mais difíceis. Só vai fazer bem para mim.)

“Manter a CALMA sempre. Não importam as circunstâncias.
Jamais se perturbe.”

(Ficar nervosa, tensa, irritada, não resolve nada. Só faz mal para meu organismo e me deixa perturbada à toa. É só quando a gente se acalma que as soluções chegam. Espernear, morrer de medo e de ansiedade só vai adiar que a solução apareça em nossa mente.)

“Tudo é EMPOLGANTE. Tudo é APRENDIZADO. Tudo é EXPERIÊNCIA.”

(Quando eu fui roubada em Belém, inicialmente eu fiquei bastante aflita e trêmula. Depois que eu já estava em segurança, no entanto, eu comecei a refletir e a pensar ‘Nossa, eu aprendi isso e aquilo, e mais aquilo!” E ainda consegui sentir PENA deles, dos bandidos, porque eles é que estão fazendo mal à própria vida deles. Eu saí bem do roubo, não me machuquei, tá tudo certo. Perdi a bolsa, mas aprendi algumas coisas. Descobri que consigo ter compaixão por quem me rouba. Fiquei feliz comigo mesma.)

(Ainda não aprendi tudo que há para aprender sobre compaixão, claro. É uma das virtudes mais difíceis de se aprender e de treinar, porque não é só ter compaixão por quem gosta de você, ou pelo morador de rua, ou pela velhinha boazinha. É ter compaixão por TODO MUNDO. Por quem te rouba também. Por quem te xinga. Por quem fala mal de você pelas suas costas. Eles é que estão fazendo mal a eles mesmos.)

(Não quero nunca ter que passar pelo teste de realmente me machucar, ou de perder alguém, para exercitar minha compaixão pelo criminoso causador da desgraça. Espero nunca ter que passar por esse extremo, mas estou treinando com as coisas mais simples, para caso a ocasião chegue, eu consiga, mesmo nessa situação, sentir compaixão pelo causador da desgraça. Porque o ódio e o sentimento de querer vingança só iriam ME prejudicar. Sentindo compaixão, eu me acalmo e não corro o risco de me igualar ao bandido, pagando na mesma moeda, por exemplo.)

(Enfim, essa foi apenas uma das milhares de experiências que eu tive neste ano e que eu encarei como aprendizado. Algumas foram experiências muito felizes, outras nem tanto. Em todas, eu tentei aprender alguma coisa. Agora preciso conseguir encarar até as experiências ruins como empolgantes! Porque isso vai fazer toda a diferença para que eu consiga alcançar uma sensação de felicidade plena. Uma vez eu vi um filósofo-historiador famoso falar, em entrevista, que ele nunca havia ficado tenso ou tido ataques de pânico com as viradas da História MUNDIAL, mesmo as viradas mais assustadoras, porque ele encarava tudo de novo que acontecia na política e na economia, e na área social, com a empolgação do historiador! Com a empolgação de quem está vendo a História acontecer. Eu achei isso absolutamente BRILHANTE. Claro que eu vou continuar super me importando com tudo que acontece no mundo – isso é parte do sentir compaixão e querer ajudar os outros – mas, se eu conseguir ver todos os acontecimentos mais assustadores do mundo atual com uma certa empolgação de historiadora, esses acontecimentos se tornarão um pouco menos assustadores para mim e eu não vou entrar em pânico, como entrei algumas vezes este ano. Meu pânico, nesses casos, não ajudou em absolutamente nada. Meu pânico não fez o Trump perder as eleições, por exemplo, kkk. Nesse caso, meu pânico só fez mal a mim. Então, ‘bora ver o que esse Trump aí vai fazer e esperar com curiosidade, porque, na pior das hipóteses, TUDO PASSA. Mesmo que uma Terceira Guerra Mundial comece (e ela poderia começar com a Hilary também, a gente nunca sabe), temos que lembrar que já houve outras duas guerras mundiais e, depois, o mundo viveu um período de décadas de relativa estabilidade. Se o mundo não acabou com o Hitler, é provável que ele não acabe também com o Trump também. Vamos torcer, kkkk. Enfim, não adianta eu ficar tensa com isso. Não vai mudar nada além de minha freqüência cardíaca.)

(Observação: amigos que gostam do Trump, por favor, não se ofendam. Estou só dando um exemplo pessoal do que eu senti com a eleição. Neste momento, estou mais calma. Ainda assim, vou participar do movimento para que, pelo menos, nosso amigo Trump desista de cancelar os acordos climáticos.)

“Nada de ÓDIO. Nada de QUEIXA.”

(Reclamar de coisa boba só traz vibrações ruins para mim. É completamente inútil. Reclamar do trânsito, reclamar do calor, reclamar da demora... tudo isso, além de fazer mal a você, é CONTAGIOSO! A pessoa do seu lado pode estar super bem, distraída no canto dela! Você vai chegar com uma reclamação inútil no ouvido da pessoa a respeito do que vocês dois estão passando e ela vai perceber, e começar a ficar impaciente também. É automático.)

(Eu comecei a diminuir minhas reclamações bobas alguns meses atrás, e sabe o que eu acabei descobrindo de super legal??? Sempre que eu engolia uma reclamação idiota e inútil, a coisa sobre a qual eu ia reclamar começava a não me incomodar mais! Eu pensava: “ah, pra que vou reclamar disso? Nem é tão horrível assim que mereça ser comentado.” E daí, realmente, a coisa parava de me incomodar! Dois minutos depois, eu já tinha até esquecido do que eu ia reclamar com a pessoa.)

(Nesses últimos meses, também tentei parar de criticar coisas. Criticar artigos tendenciosos, criticar um comentário ruim de alguém, criticar erros de algum jornalista... Enfim, parei de criticar coisas que, realmente, não mudariam em nada se eu criticasse. Minha crítica não faria diferença alguma. E quando eu diminuí essas críticas, percebi que elas só estavam fazendo mal a mim mesma! Comecei a me sentir super bem! Nos dias em que eu consigo não criticar nada, é como se uma onda de vibrações boas estivesse me envolvendo! É muito incrível. Tentem! O melhor de tudo é que essas boas vibrações também acabam envolvendo sua família, porque elas não terão ouvido sua crítica, e não terão se estressado com ela, discordando ou concordando – porque se a pessoa concorda com a crítica, ela também começa a pensar mal da pessoa, jornal, ou filme criticado, e isso causa um contágio de más vibrações.)

(IMPORTANTE: quando eu digo “nada de QUEIXAS”, não estou falando das queixas importantes! Se você estiver precisando desabafar com alguém, por exemplo, por favor, FALE COM QUEM VOCÊ PUDER. Não deixe medos, inseguranças, dores, emoções guardadas dentro de si, em segredo. As pessoas podem te ajudar. Se você não tiver ninguém, no momento, com quem possa desabafar sem receio, ligue para o CVV! Eles vão te ouvir e vão te entender. O telefone deles é o 141 para todo o Brasil, e o 188 para o Rio Grande do Sul!)

“A experiência é o que é.
Nossos companheiros são o que são.
Respeite o tempo do outro.”

(Não adianta nos desesperarmos com o que já aconteceu, nem com o que está acontecendo. O desespero só nos impede de pensar com clareza e com calma. Podemos aprender com cada experiência e isso vai ser sempre muito bom.)

(Nossos companheiros são o que são. Os seres-humaninhos desse planeta são o que são. Relaxe. Não adianta tentar mudá-los a marretadas. Podemos conversar, deixar nossa opinião com delicadeza, clima de amizade e coraçõezinhos – no caso do Facebook - , podemos tentar ser exemplos para eles. Se eles não quiserem mudar, tranqüilo, cada um tem seu tempo. A pessoa pode acabar mudando eventualmente, ou pode nunca mudar. Está tudo certo também. Cada um é cada um. Cada um teve experiências diferentes de nós, pensa de outro jeito porque aprendeu com outras pessoas e acabou fazendo outros raciocínios que, às vezes, a gente só não entende porque a gente não viveu o que o outro viveu. Se tivesse vivido exatamente o mesmo que o outro, e ouvido as mesmas coisas, das mesmas pessoas, provavelmente teríamos a mesma opinião. Então, pra que ter raiva do outro? https://www.facebook.com/images/emoji.php/v6/f4c/1/16/1f642.png
:-)

“Faça tudo de BOA VONTADE”

(Até aquilo que você menos gosta de fazer, mas tem que fazer. A louça, por exemplo. Lavar a louça de má vontade é muito pior. Além de deixar a tarefa mais chata do que é, a gente ainda perde mais tempo fazendo do que precisava perder, porque estamos fazendo de má vontade, e acabamos ficando lerdos pelo resto do dia, porque uma vez que a lerdeza se instala na gente, é difícil largar dela, kkkk. O mesmo serve para todo o resto que você tiver que fazer em um determinado dia. Fazer de boa vontade é muito mais legal, e ainda deixa a tarefa mais agradável de fazer.)

“Aja sempre com confiança.”

(As pessoas vão sempre te levar mais a sério se você agir com confiança. Mas não seja arrogante. Você pode estar andando com confiança, mas para o lugar errado. É sempre importante ouvir os outros também, e é super permitido mudar de opinião caso a opinião dos outros faça sentido.)

“Tudo que TIVER que acontecer, VAI acontecer. Relaxe.
Aproveite. Reflita. Aprenda. Siga em frente.”

(Quando você estiver ansioso pelo resultado de alguma coisa, pergunte-se o seguinte: Você já fez o melhor que podia? Então relaxe. Se for para você passar na prova, você vai passar na prova. Se for para você ganhar o emprego, você vai ganhar o emprego. Se não for, aprenda com a experiência, aproveite-a para crescer e siga em frente, alegre do mesmo jeito, porque aquele emprego não era o que você precisava. O emprego que você precisa vai aparecer quando tiver que aparecer, desde que você continue tentando e dando o máximo de si.)

(“Ah, Renata, pra você é fácil dizer isso! Você não está desempregada.” Verdade, mas adianta você ficar desesperado? Ou isso só vai te fazer mal? E pior, vai te fazer ficar tenso na próxima entrevista de emprego. Se você encarar a negativa anterior com tranqüilidade, alegria e entusiasmo pela próxima entrevista de emprego, quem sabe você se saia melhor nela.)

(Lembrando que esta lista eu fiz pra mim https://www.facebook.com/images/emoji.php/v6/f51/1/16/1f603.png
:-D . Estou dando esses detalhes e explicações para facilitar quem quiser segui-la também, adaptando-a no que precisar ser adaptado.

“Lute sempre pela COMPAIXÃO, pela LIBERDADE, pela EDUCAÇÃO.
O resto são detalhes que se acertam com o tempo.”

(Esse é bem pessoal meu mesmo. São minhas lutas.  Por “compaixão”, eu quis englobar tudo que a compaixão acaba trazendo como conseqüência também: caridade, tolerância, respeito [pelo ser humano, pelos animais, pelo meio ambiente], empatia.... Compreender o outro como ele próprio se vê, respeitar a opinião do outro e amá-lo mesmo que a opinião dele seja oposta à sua. [No meu caso, amar quem votou no Trump também, porque a gente nunca sabe o que fez a pessoa votar nele. Pode ter sido medo da Hilary, pode ter sido a própria situação econômica da pessoa, pode ter sido uma variedade de coisas. O mesmo raciocínio eu posso usar para qualquer outra pessoa que tenha uma opinião diferente da minha.] O ódio só faz mal a nós mesmos. A outra pessoa nem sente; muito menos alguém que está láááá nos Estados Unidos. Agora que o Trump já foi eleito, acho que o melhor que eu tenho a fazer é pensar “Ah, vai que dá certo, né? Partiu ver o que vai acontecer e pronto.” Assim eu não morro de ansiedade à toa.)

(“Compaixão. Liberdade. Educação. O resto são detalhes que se acertam com o tempo.” A meu ver, se a compaixão for estimulada nas pessoas, e se a educação do país mudar, tanto a intelectual, quanto a moral e a emocional, unindo isso tudo à liberdade – que, a meu ver, não pode ser perdida para se garantir os outros dois - a maior parte dos nossos outros problemas no Brasil se resolveriam por conta própria: a violência, a pobreza, a fome, a qualidade ruim dos hospitais, tudo. Por isso, vou continuar tentando defender esses três pilares, tanto nas minhas postagens quanto nos meus livros. Quem sabe eu consiga fazer alguma diferença, pelo menos para meus leitores)

“Jamais te envaideças.”

(Peguei essa frase de algum livro e tive que colocá-la aqui para me lembrar sempre disso.  Nós somos o resultado de tudo que vivemos e aprendemos; seja nesta vida, seja nas passadas – se você acreditar em vidas passadas. Não somos nada além disso. Se outra pessoa não sabe o que a gente sabe, ou não consegue fazer o que a gente faz, isso não é motivo para que a gente se sinta superior a ela, ou para que nos sintamos vaidosos. A pessoa simplesmente não aprendeu ainda aquilo que a gente já aprendeu, nem viveu as mesmas experiências que a gente viveu. Se tivesse vivido, teria aprendido da mesma forma que nós.

(Sentir-se superior porque você é um engenheiro formado e a outra pessoa é faxineira não faz sentido. Se você tivesse nascido na família da outra pessoa, com as condições de educação e de tempo de estudo que a outra pessoa teve, talvez você tivesse virado faxineiro também. Isso não quer dizer que a pessoa não tenha, dentro dela, a mesma capacidade que você tem. Ela só não teve as mesmas experiências, os mesmos incentivos, a mesma família, os mesmos professores. Às vezes, foi um único professor que você teve na terceira série, e ela não teve, que estimulou em você a ideia de fazer aquela faculdade específica. Enfim. É isso. Vivemos numa rede de mínimas circunstâncias, que nos levam para um lugar ou para outro. Muitas vezes, a posição aparentemente superior em que a gente se encontra na sociedade não tem nada a ver com nossa capacidade ser maior do que a do outro. O faxineiro pode ser muito mais inteligente e muito mais sábio que você. Ele só viveu circunstâncias diferentes. Nunca assuma nada quando olhar para qualquer pessoa. Muito menos se assuma superior a ela. A gente não conhece a verdadeira capacidade de ninguém. Um mendigo na rua pode ser um gênio três vezes mais inteligente que nós. Só não teve as mesmas chances, nem conheceu as mesmas pessoas.)

(Às vezes, a vaidade está bem escondida e disfarçada dentro de nós, de modo que devemos tomar todo o cuidado do mundo para encontrá-la e arrancá-la dali. Este tipo de vaidade aparece, por exemplo, quando alguém escreve errado na Internet e a gente se sente superior porque sabe escrever certo – sendo que a gente só lembra como escrever corretamente determinada palavra porque a gente teve acesso a dezenas de livros que a pessoa provavelmente não teve, ou porque a gente foi mais estimulado a ler do que a outra pessoa; a vaidade aparece quando alguém diz que não sabe quem foi Getúlio Vargas e você pensa “Que cara idiota!”, quando, na verdade, aquela pessoa simplesmente nunca aprendeu sobre Getúlio Vargas, ou aprendeu tão pouco, que esqueceu com facilidade. Você também não lembraria nada sobre ele se não tivesse aprendido com aquele professor que gostava muito de falar do Getúlio, ou se você não tivesse aquele avô que sempre te contava coisas a respeito dele. Nem saberia sobre política americana se não tivesse visto uma centena de filmes a respeito (meu caso). A pessoa não tem obrigação de saber tudo que você sabe. Ela não teve as mesmas experiências que você teve. Ela pode, inclusive, saber muito mais do que você a respeito de uma gama enorme de outros assuntos.)

“Examine as sugestões verbais que te cercam, sem se afetar negativamente.”

(Muitas vezes vão tentar te tirar do sério, tanto entre amigos quanto na Internet. Não caia na armadilha. Às vezes, a armadilha nem é intencional. Às vezes é um amigo que resolveu falar mal de alguma fulana que você também não gosta e, se você não se policiar, vão ficar vocês dois falando mal da pobre coitada, e a vibração da conversa vai se tornar, aos poucos, muito ruim, e vocês vão começar a criticar outras coisas, falar mal de outras pessoas. A conversa vai acabar virando uma lavação de sentimentos ruins e nada de bom sai disso.

Alguém começou a falar mal de fulana? Discretamente vá tentando mudar de assunto, por mais que você também queira falar mal da fulana. Se puder, quem sabe até tente achar algum ponto positivo sobre fulana, para adicionar à conversa dele. Discretamente. Aos poucos. Sem afrontar o amigo. Você vai se sentir melhor consigo mesmo depois disso.  Quando eu consigo fazer isso, eu me sinto super melhor. Até porque eu sei como é ruim quando alguém fala mal da gente. Aqui vale aquela regrinha de ouro: não faça aos outros o que você não gostaria que fosse feito a você.)

O resto da lista é quase um resumo das coisas que já falei acima, nas observações dos outros itens! https://www.facebook.com/images/emoji.php/v6/f4c/1/16/1f642.png
:-)


“Mantenha uma conversação sempre digna e proveitosa.
- sem acusações
- sem preocupações inferiores
- sem veneno
Controle os assuntos que inicia.
Elimine palavras que humilhem ou depreciem o outro.
Se trouxer denúncias, más notícias, futilidades, relatórios malsãos da vida alheia, observe como age. Em todas as ocasiões há recursos para a retificação amorosa.”

(Se tiver que dizer alguma coisa, sempre há um modo de dizê-lo de uma forma melhor, mais amorosa, mais leve, colocando também pontos positivos. Isso sempre traz melhores resultados do que falar com malícia, ou de qualquer jeito.)




sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Na verdade, 20/80

Na minha Não Retrospectiva de 2016, eu afirmei
Neste ano, sem clima para isso, nem inspiração. Um ano em que a relação Bom/Mau fica na base do 10/90 não merece ser exaltado. Já vai tarde! 
Bem, bateu uma curiosidade pra saber qual foi a relação real e saí contando, fatos, eventos, pessoas, cidades, tragédias.

Minha contagem final deu 24/99, ou, percentualizando, 20/80!

Admito que haverá controvérsias quanto aos critérios de listagem, por exemplo:
  1. Grupei alguns eventos e listei outros. Exemplificando, listei todos os desaparecidos (claro que no lado Mau, apesar de um deles já ter ido tarde), mas grupei todos os terremotos numa única linha 'Escala Richter'
  2. No capítulo Corrupção, coloquei a Corrupção em si, com seu caráter de recorde mundial, mas fiz questão nomear alguns conotosos desgraçados e também de listar os Officials e Employees da denúncia americana, apesar de saber que há um conjunto-interseção entre eles. Até para ressaltar que lá, eles não dão os nomes, até que a investigação seja concluída.
  3. Um ou outro evento será colocado por alguns na outra lista, admito.
  4. Ah, as coisas boas foram infladas pelas meus momentos particulares (5 eventos). Se expurgá-los, assim como um único evento (muito) negativo, a proporção passa a 16/84
  5. Nesta contagem, os eventos do Mal somaram 99..... é que o ano ainda não acabou.... do jeito que está, há espaço para mais um ... mas espero sinceramente que não!!!

Se alguém quiser acrescentar ou contestar algo, aceito reclamações.
No final, links para alguns dos pontos aqui no blog

Antes da lista, meu renovado desejo de 


FELIZ 2017


O Lado Bom                                   O Lado Mau





25. Verdades Secretas
26. Orla Conde

                                                                                                                                100. Embaixador Grego
                                                                                                                                101. Campinas

Bem, aqui alguns links sobre alguns dos pontos pessoais...
Aposentadoria http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/08/versos-de-uma-carreira.html
The Guardian Escarlate http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/01/the-guardian-escarlate.html
Atlas no Grammy http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/09/expliquei-la-no-facebook-como-foi-pra.html
Cinco Júlias http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/03/cinco-julias-e-um-felipe.html
Jantar Secreto http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/11/o-jantar-esta-servido-diz-raphael-montes.html
Rogue 1 http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/12/rogue-1-e-10.html
Elis http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/12/ela-e-elis.html
Guerra dos Tronos http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/08/so-em-2017.html
Dona Mira http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2016/01/the-guardian-escarlate.html



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Os Homeromenageados

Neste ano, o blog deu uma revigorada, apesar de minha atividade ter diminuído muito. 

Reverencio aqui um post que foi o campeão, e dificilmente será batido no futuro.

Era o meu poema de despedida da Petrobras! Se ainda não leu é só clicar no nome dele.

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4 de nov de 2016, 403 comentários
3119

Mais de 3000 acessos, mais de 400 comentários.


E  olha que o ânimo não estava para mensagens... comecei a me despedir dos mais próximos, agradecendo, mas apenas com um pequeno parágrafo. Foi aí então que aparecerem Maria Laura, Rodrigo Lucchesi e Rafael Pertusier, que não se conformaram, praticamente ao mesmo tempo, que justamente eu, Homerix, não faria uma mensagem de despedida de minha carreira. Então, me animei, comecei a traçar umas linhas e no dia seguinte, eles viram o primeiro rascunho e aprovaram e, só depois, eu publiquei. Obrigado, amigos!!

Estruturei o poema em estrofes de dois versos rimados, bem simplezinhos, mas ficou legal, pois percorri cada fato importante de minha carreira, marcando as datas importantes à direita.

O trecho de agradecimento foi assim:
Muitas pessoas a lembrar...
Seria injusto listar! 


Limito minha seleção
Aos dedos de uma mão 

Destaco cinco amigos
A quem sempre bendigo: 

Além do guru Adauto,
Que me propôs um salto 

E mudou minha carreira,
Bertani, Camargo, Figueira, 

E a Márcia da Comunicação!
Estão todos em meu coração!
Pois é, Adauto Carneiro Pereira, João Carlos Araújo Figueira, Renato Tadeu Bertani, Jorge Marques de Toledo Camargo e Márcia Figueiredo Magnus Leite (na ordem cronológica em que apareceram na minha vida), foram fundamentais para que eu fizesse uma carreira de sucesso.




Não à toa, escrevi sobre eles em algum momento de suas carreiras (ou até fora delas), que enviei em mensagens de correio, que incluí posteriormente em meu blog, e compartilho aqui com vocês.

Conheci Adauto em 1983, e foi ele quem me fez a pergunta fundamental que mudou minha carreira, em 1989. Quando assumi uma nova gerência de Portfolio, em 2004, quis me apresentar à minha nova equipe falando sobre ele, a quem eu substituía naquele momento em que ele galgava uma posição maior.

Conheci João pouco tempo depois de Adauto, os dois trabalhavam na Exxon e chegaram praticamente juntos à Braspetro. Partiu para algumas missões no exterior, e chegou à Direção de Exploração da subsidiária, quando me indicou ao posto de Gerente Contábil-Financeiro da Petrobras América. Escrevi sobre ele em 2015, mas somente agora publiquei.

Bertani foi meu gerente por duas vezes, e escrevi sobre ele no momento em que se despediu da Petrobras. Um astro em geofísica, em gerência, em análise econômica. Escrevi sobre ele quando espantou a todos, comunicando sua decisão de deixar a Petrobras.

Camargo foi meu Diretor e Vice-Presidente na Braspetro, antes trabalhamos juntos quando ele comandou o escritório de Londres, e foi dele o OK para minha missão, em 1998, correndo o risco de colocar um novato em Gerência E em Contabilidade E em Finanças E em missões no exterior. Ele foi o primeiro a quem relatei como estava sendo minha experiência lá, quando já havia sido nomeado Diretor da Área Internacional (First of his name, hehehe). Diferentemente dos demais, não escrevi sobre sua carreira, mas só brevemente quando lançou uma obra extracampo (mas nem tanto) sensacional, com que brindou aos jovens com sua sapiência: o livro "Cartas A Um Jovem Petroleiro".

Finalmente, Márcia foi minha Coordenadora de Comunicação Internacional, e me mostrou as maravilhas de uma arte que eu não conhecia, a Arte de Comunicar, e me fez crescer muito como profissional. Escrevi sobre ela justamente quando deixou a Área Internacional para buscar outros desafios.

Bem, acho que, com este resumo, viro de vez a página de minha carreira, homenageando aquem precisa ser homenageado,
"letting all the i's dotted and all the t's crossed"
... como dizem os americanos!!





segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Rogue 1 é 10!!


Esse universo de Star Wars parece infinito!

E não é que bolaram uma história que se encaixa antes do primeiro episódio, que na verdade era o quarto, lá de 1977, que começou tudo..... e como os episódios 1, 2 e 3 já haviam sido lançados, este ficou conhecido como Episódio 3,5!

E no não que ficou muito bom?!

O clima está todo lá, a Aliança Rebelde, o Império, as batalhas espetaculares, os jovens heróis, outros nem tanto, os stormtroopers, o Imperador, Darth Vader e até mesmo a Força, ainda que bem fraquinha, não espere por espetaculares Jedis.

A queridinha Felicity Jones, que concorreu ao Oscar como Mrs Hawkins, se reabilita depois de uma apagada Mrs. Langdom (licença minha). Sua heroína Jyn é bem convincente!!! Pena que ...

Um cientista é sequestrado violentamente pelo Império para acabar o projeto da Estrela da Morte. Sua pequena filha Jyn consegue escapar, e cresce órfã, protegida por Saw Guerera, um rebelde mais que rebelde. Ela cresce sem se envolver muito com os rebeldes mas consegue habilidades de soldado. Quinze anos depois, o cientista consegue enviar um emissário, e ela é chamada pela Aliança para ajudar a encontra-lo. No caminho, ela reencontra Saw, e tem acesso a uma mensagem holográfica do pai, explicando que projetou uma brecha na segurança que possibilitaria sua destruição pelos rebeldes. A partir daí, a briga por descobrir os planos da nave ‘planet killer’ é sensacional!!!

E o final causa lágrimas, ainda mais no momento atual, com a internação de Carrie Fisher. Entendedores entenderão!!


Muito legal mesmo!!

Os Rumos de um Grande Profissional

Era janeiro de 2007 e uma mensagem espantou e entristeceu a muitos:
Prezados colegas e, sobretudo, amigos
Depois de 31 de anos de dedicação profissional à melhor companhia do mundo, formalizei hoje meu pedido de desligamento da Petrobras.
Esta foi, sem dúvidas, a decisão mais difícil que já tomei na minha carreira. Mas também foi a melhor pensada e amadurecida. E as razões para esta decisão são estritamente de caráter pessoal e familiar.
Deixo a companhia com o coração partido mas, por outro lado, com um
profundo sentimento de missão cumprida.
Embora neste momento não tenha nada confirmado em termos de novos rumos profissionais estou tendendo a formar uma firma de consultoria de desenvolvimento de negócios e gerenciamento de portfolio no setor de E&P. É possível, portanto, que nossos caminhos ainda se cruzem nas nossas jornadas de trabalho.
Finalmente, cabe registrar aqui meu agradecimento à alta administração da companhia, cujo apoio e encorajamento, essenciais ao desempenho de minhas funções,  nunca me faltaram. E a todos os colegas e amigos, tantos que aqui não poderia nominá-los,  pela
cooperação, amizade e respeito com que sempre fui agraciado.
Atenciosamente
Renato Bertani  
Ele tomara a decisão no momento em que voltaria para o Brasil e seria o meu Gerente Executivo. A mensagem foi direcionada a uma longa lista, eu era um dos destinatários, e resolvi que não poderia deixar sua partida assim, sem ao menos uma explicação do tamanho da perda que nós, da Gerência, e principalmente a nossa empresa teria. E escrevi:


Colegas da INTER-AFE
Todos vocês devem ter ouvido falar do pedido de demissão de Renato Tadeu Bertani, nosso ex-futuro chefe. Nem todos foram copiados na sua carta de despedida.
Alguns, mesmo, principalmente os mais novos, nem o conheceram e não sabem da dimensão desta perda para a nossa empresa.
Por isto, compilei algumas das respostas àquela carta, vindas dos mais variados escalões da companhia. Certamente, muitas outras há, porém os enviantes preferiram enviá-las na opção 'Responder', e não 'Responder A Todos', como fizeram os listados. Por elas, terão alguma noção do que significa sua saída. Não repetirei aqui as qualidades do profissional e ser humano, já extensa e justamente listadas, basta dar uma boa lida nas repostas que anexo (
estão nos comentários ao post).  
Descrevo, sim, um pouco do que sei sobre o caminho profissional deste luminar, geofísico de mancheias, que logo no começo da carreira galgou postos gerenciais. Com 10 anos de companhia, já mestre e doutor, chegou, em 1986, à superintendência de uma região de produção, equivalente hoje à UN-RNCE (Rio Grande do Norte e Ceará). 
Começou seu caminho internacional em 1989, na Braspetro, subsidiária que então trilhava os caminhos da Petrobras no exterior, onde chegou já como gerente de exploração e de novos negócios, e, no curso natural de sua excelência, foi nomeado, em 1992, Diretor de Exploração e Produção da Braspetro. Naquela oportunidade, foi meu colega e chefe pela primeira vez, quando começamos as trilhar os caminhos da análise econômica e compartilhamos interessantes navegadas em planilha eletrônica.  
No final de 1997, optou pelo caminho internacional de fato, assumindo a Gerência Geral da Petrobras UK, em Londres. Lá, ele não se ateve apenas aos contatos de alto nível e as decisões diárias no comando do posto avançado da maior empresa brasileira no seio da indústria petrolífera européia. Conseguiu desenvolver uma fenomenal
ferramenta de controle econômico de todos os ativos da subsidiária, em que manuseava contrato, contabilidade, finanças e tributos, que veio a se constitutir em ponto de partida e chegada de qualquer decisão sobre a carteira de projetos no front britânico. 
 
Em setembro de 2001, foi comandar a Petrobras America, em Houston, quando então começou minha segunda oportunidade de profícua convivência profissional com o extraordinário comandante. Não satisfeito em dedicar seu tempo para revolucionar a carteira exploratória da Unidade, com uma guinada bem sucedida para
oportunidades de alto risco e alto prêmio, continuou sua saga de controlador econômico. A mudança de linguagem de sua super planilha não foi apenas no sotaque, e sim em toda a estrutura contratual e situação fiscal e contábil vigente de todos os ativos americanos da Petrobras.
 
Minha vida profissional, como gerente financeiro e planejador foi muito facilitada por sua veia econômica traduzida em planilhas. Também minha vida pessoal foi mais agradável, posto que tive oportunidade de conhecer e conviver com sua maravilhosa família, um dos motivos para este desenlace, que ora nos deixa a todos tristes,
porém, conformados.
 
Na última mensagem, lá no final, aos que quiserem conhecê-lo, encontrarão um link para um video com um de seus últimos discursos, que emocionou a todos que o presenciaram, quando foi homenageado por seus 30 anos de trabalho na, como ele disse, melhor companhia do mundo, que, infelizmente, ele acaba de deixar. 
Abraço a todos e seguimos adiante.

HOMERO VENTURA
Daqui a pouco, listo as mensagens que compilei.
Antes disso, deixo aqui a mensagem dele mesmo, quando recebeu a minha mensagem / compilação:

Márcia e Homero 
Vocês me enviaram duas das mais belas mensagens dentre as muitas que recebi. E o Homero além de tudo fez um pequeno retrospecto e compilação de mensagens que ele gentilmente circulou para colegas que não receberam minha mensagem original. Isto me reforça a convicção de que a Petrobras ainda é a melhor companhia do mundo, porque conta com pessoas com o profissionalismo e, acima de tudo, a sensibilidade de vocês. Estou agora naquela fase em que as emoções da semana passada estão dando lugar à realidade. E continuo convencido de que foi o melhor para minha família.Espero muito em breve ter oportunidade de voltar a conviver com vocês, seja social ou profissionalmente. Ainda não tenho nada definido no que se refere aos meus novos rumos profissionais, mas algumas oportunidades interessantes já estão surgindo. Tenham um grande final de semana, curtam suas famílias, e mantenham suas prioridades na ordem certa!! Um grande abraço do amigo, 
Renato Bertani

Quase 10 anos depois, hoje ele é presidente de uma companhia de petróleo, com participação em grandes campos do Pré-Sal!!!

Bem, como disse, a seguir encontrarão as mensagens que coletei, nos comentários a este post 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Meu amigo João

Fui passar a noite de Natal com meu grande amigo João.

Quando escrevi meu post sobre Boyhood, de 2015, intitulei-o com a pergunta que o diretor do filme fez aos principais atores que queria para o filme

Isso era porque era um projeto de 12 anos! Enfim, assim foi.
Pois bem, o único a comentar foi meu amigo João, que nunca me abandona neste meu pouco acessado blog. Só que parece que ele leu a pergunta-título, e resolveu pular todo o resto do texto, e respondeu-a com um

" Homerix, o que fazer nos próximos 12 anos? 
Trabalhar com multiplicada dedicação e seriedade para recuperar o país, que foi solapado pela tsunami bolivariana dos últimos 12 anos"
Ele aproveitou para registrar seu sentimento em relação ao momento! Como sempre faz, doa a quem doer. Escreve frequentes cartas à Folha de São Paulo protestando contra tudo o que acha que tem que ser protestado, e o índice de sucesso de publicação é impressionante!!


Pausa para um detalhe importante
João foi fundamental em minha carreira.

Fiz aqui, neste link, uma breve homenagem a ele.



João é o cara mais correto que eu conheço! Sempre pela ética e probidade, marca sua vida pelo desejo de que este país se torne uma Nação, coisa que hoje vemos cada vez mais distante. É o que pauta seus movimentos em qualquer esfera. Pessoal, profissional, e até esportiva. Não tem temores em falar verdades, mesmo com potenciais chances de colocá-lo em perigo.

Lembro-me de um causo que contou, quando dirigia sua Santana Quantum velha de guerra (velha mesmo, ficou com ele até acabar) e parou, como sempre obediente à lei, num sinal vermelho. Nisso, percebeu ao lado uma viatura da polícia passando vagarosamente pelo mesmo sinal vermelho que ele respeitara, e parou logo em seguida em frente a um bar, saindo seu motorista em direção ao estabelecimento. Ao ficar o sinal verde, João não teve dúvida, avançou e parou em frente à viatura, e foi tirar satisfação do policial, que já tomava um cafezinho com o balconista, perguntando se estava em serviço, e ao receber a resposta positiva, não teve dúvida e lascou:  
"Por que passou o sinal vermelho

O senhor não é um homem da lei?"
That’s Big John!!
Até quando o assunto é o mais importante dentre os menos importantes, ou seja, o futebol, João persegue o correto!! Ele não se conforma com a subida do Fluminense da terceira pra primeira divisão sem passar pela segunda, lá em 2000. Ele só vai sossegar quando o Fluminense cair de novo e voltar pelos próprios méritos. Até que isso aconteça acho que ele é mais anti-Flu do que Santos, seu time de coração, aliás, nosso.

Pra completar minha homenagem reedito a de sua filha Angélica, que me chama de Tio Homero, tão bonitinho, já com duas filhas maravilhosas, no meio de 2014:

Hoje recebi uma foto do meu pai em frente ao Kremlin, na Rússia. Pensei naquelas coisas todas que imaginamos quando criança. Meu pai teve uma infância bem pobre, vendeu pipa e entregou mercadorias da mercearia pra ganhar um trocadinho. Estudou, estudou pra cacete na escola pública! Queria ser físico (passou no vestibular da USP) mas disseram pra ele (e é verdade) que isso não dava futuro. Um amigo disse que geologia era a profissão do momento. Tentou transferência, não deu, então passou novamente no vestibular da USP à essa altura já trabalhando como professor de física e matemática. De lá pra cá, muita coisa aconteceu mas acho que nem ele imaginou que um dia correria o mundo dessa forma. E ainda vai correr! Me enchi de orgulho!
Sim, e depois dessa foto, outra missão apareceu... está no México

Rio - Luanda - Rio - Londres - Luanda - Rio - Houston - Caracas - Rio - Lima - Cidade do México, essas as cidades em que morou com a família desde 1985, nos últimos tempos sem os filhos, já tocando as vidas deles, mas sempre com Solange, grande companheira... nunca me esqueço de quando recebeu o convite para ser Gerente Geral em Angola, acho que em 1995, e pediu um tempo para perguntar à família, chegou em casa, veja bem, em Londres, meio sem jeito, e contou sobre o convite para se mudarem para Angola, e Solange disse .. 
Você já aceitou, né?Quando arrumamos as malas?

Dá-lhe, João!

Obrigado por compartilharmos essa amizade, já há 30 anos!!! 

Ah, se você conhecer o João, e ele lhe estender a mão, prepare-se.... ele tem um aperto de mão de gente grande ... como ele é .... e como é seu coração!!!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

1128, lá vou eu!! Será?

950 páginas depois, e mais um tijolão se foi... depois de muito metrô e bicicleta, acabei o segundo livro da saga de Guerra dos Tronos – A Fúria dos Reis -  ufa!!! Pra quem não acompanha, estou fazendo o caminho inverso, pois vi a série toda, e agora estou lendo os livros... 
Outros posts Homerix sobre a série:

ATENÇÃO!! HÁ SPOILERS SÉRIOS!!!

Neste segundo livro, dois novos personagens ganham visão própria sobre o que acontece: Theon e Davos! Juntam-se então aos ‘eleitos’ (ver post) do primeiro livro, Jon, Bran, Tyrion, Daenerys, Sansa, Catelyn, e Eddard .. bem ... este último se fué no primeiro....

Que diferenças entre livro e série!!!

Os roteiristas da série apenas mantém a linha base, mas parece que têm liberdade para adotar um caminho que seja mais interessante para a TV. Mas acho que eles às vezes exageram! Eles mudam até nomes de personagens: Asha, a irmã de Theon,  no livro, vira Yara na série, pra não confundir com Osha, pode? Esta não tem perdão! Não havia a menor necessidade!!

Eles inventam relações entre personagens, mesmo envolvendo ‘os eleitos’: no livro, Arya Stark NUNCA foi criada de Tywin Lannister, NUNCA troca uma linha de diálogo com ele. Aliás, com Arya acontecem as maiores mudanças, afinal é Bolton quem está dominando o Harrenhall naquele momento, e com ele é que Arya conversa. Aliás, a tomada de Harrenhall pelos Bolton, que só acontece no livro,  é auxiliada por Jaqen, a comando de Arya, em troca da 'desnomeação' de seu nome como terceiro a ser morto. No livro, são diferentes as pessoas que ela pede para Jaqen matar, é ela mesma quem escapa de Harrenhall, matando um guarda de noite, sem ajuda de Jaqen. E os três (ela, Gendry e Hot Pie) saem a cavalo, e não a pé!!  Nossa, é muito diferente, mas admito que os diálogos Arya/Tywin são um ponto alto da temporada.

Aqui, eu peço ajuda de quem já leu, porque acho que eu comi mosca: Renly é morto, sim, por uma sombra com a forma de Stannis, testemunhado por Catelyn e Brienne, igual à série, só que, no livro, a sombra só ‘nasce’ de Melisandre, depois!!! E a sombra também mata um outro rival de Stannis, o que na série, nem aparece!!! Seria uma falha de continuidade, e eles posicionaram o nascimento no lugar errado?

Mais curtinhas sobre o livro:
  • Shae não é a aia de quarto de Sansa, e sim da filha de Lady Tanta;
  • No livro, a cabeça de Renly é cortada, e preservada na série
  • Jamie passa quase todo o tempo preso no calabouço em Riverun e não no campo de batalha, não mata primo nenhum, e não é mandado de volta por Catelyn, escoltado por Brienne, ao menos neste livro...
  • No livro, é Littlefinger quem leva os restos mortais de Eddard a Catelyn
  • Talisa, a noiva de Robb Stark, nem é mencionada no livro, enquanto que na série ela aparece amputando perna de enfermos, e conquistando o coração de Robb com sua história valente. Acabou o livro, e nada de ela aparecer!!
  • A série não passa nem perto da vigília de Cately a seu moribundo pai, Lord Hoster Tully...
  • Meera e Jojen Reed já aparecem ainda antes da tomada de Winterfell por Theon, no livro, e depois fogem com Bran, Rickon, Hodor e Osha. Na série, eles só aparecem na terceira temporada.
  • No livro, não tem roubo dos dragões de Daenerys, muito menos morre Irri, a aia que ensina o idioma Dothraki à Kahleesi
  • Já a outra aia, Doreah, quem ensina os segredos da sedução, morre no deserto, enquanto na série, se entrega ao negão de Qarth, e acaba aprisionada para sempre com ele, em seu cofre.
  • No livro, Jon Snow, ao não conseguir cortar a cabeça de Ygritte, deixa-a ir embora, e não fica naquele reme-reme da série, com direito a fugas e recapturas e a dormir agarradinho pra passar o frio e ótimos diálogos sexuais.
  • No livro, fica mais claro que a ação de Qorin Halfhand provocando Jon Snow era intencional.... na série fica meio estranho Snow matar o companheiro...
  • No livro, Tyrion é muito mais heróico quando decide tomar à frente da batalha, mata vários inimigos, até ser traído e salvo, isto é igual.
  • No livro, há muitos encontros de Ser Dontos com Sansa no Godswood.
  • A cena final da segunda temporada, com a marcha dos White Walkers, assistida por um apavorado Sam Tarly, é licença poética da série.
Bem, em linhas gerais, concordo que as modificações contribuíram para deixar a série mais interessante que o livro... mas confesso que são tantas as modificações que me fazem desanimar da nova empreitada literária.... olha só quantas páginas tem o terceiro livro!!


Jon Snow?

You know nothing, Jon Snow!!!