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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Beatles - O porquê do show no terraço



O último concerto ao vivo dos Beatles continua sendo o show de San Francisco, em agosto de 1966, quando eles deram um basta à bagunça, e decidiram dedicar-se apenas aos estúdios. (Note que pagava-se US$ 4,50 dólares para assistir um show dos Beatles.....)

Só que em 30 de janeiro de 1969, eles fizeram na realidade uma última aparição pública, tocando e cantando!

A história daquele fantástico evento beatle começa aqui.

A parada deles em 1966 acabou por propiciar ao mundo, como resultado de seu primeiro confinamento, aquele que seria o disco mais famoso da história do rock, 'Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band....'. Depois, vieram 'Magical Mistery Tour', com direito a filme doidão e tudo, a viagem à Índia, o fantástico 'Album Branco'.

E depois acharam que era hora de tentar uma coisa mais pueril, menos produzida, e resolveram tentar voltar um pouco às origens. Em sua nova gravação, permitiriam poucos recursos de estúdio, exigiriam o mínimo de mixagem invevitável, pretendendo deixar a coisa o mais parecida possível com uma apresentação ao vivo. 

Queriam tanto essa simplicidade que dispensaram a ajuda do genial George Martin, que os acompanhara desde o início da carreira oficial, dando vazão aos anseios do grupo. Ele materializava as ideias meio doidas que eles tinham em realidade, certo de que lidava com gênios que precisavam ter seus desejos atendidos, por mais estranhos que parecessem, afinal, tudo (ou quase tudo) que tocavam, transformava-se em ouro. Deram ao projeto o nome 'Get Back', claro recado de que estavam fazendo uma viagem no tempo, uma busca às suas raízes.


E foi assim que se trancafiaram nos estúdios da Apple, no porão da Saville Row número 3, durante o inverno, para ensaiar muitas novas Lennon/McCartney, poucas novas Harrison e nenhuma nova Starkey (para variar). Chamaram para algumas das sessões um novo instrumentista, um certo Billy Preston, amigo de George. Como iam tocar com poucos recursos de estúdio, por opção, não poderiam dispensar a presença de um teclado, coisa então comum em apresentações ao vivo. 

Billy provou então, do gosto em tocar junto a ícones de sua geração, o que o deixou sorridente e agradecido para o resto de sua vida, que terminou em 2006. Depois daquilo, ao longo de sua carreira, ele tocou com muitos dos maiores artistas do ‘showbiz’, incluindo Rolling Stones, Little Richard, Elton John, Eric Clapton, Bob Dylan, Aretha Franklin e outros. Esteve presente no antológico 'Concert For George', registrado em um dos melhores DVDs de todos os tempos, em que cantou 'My Sweet Lord', de Harrison, entre outras. Billy Preston foi o único não-beatle a receber direitos por participação em músicas beatle; os demais músicos que aparecem em canções beatle eram pagos como músicos contratados.


Billy testemunhou, então, o que pode ser considerado 'O Começo Do Fim' dos Beatles. Alguns dizem que tudo começou bem antes, em 1967, com a morte por overdose de tranquilizantes, do empresário deles Brian Epstein, que mantinha a coesão do grupo. Com sua partida, Paul assumiu, de fato, mas não de direito, a condição de líder, já que tinha um pouco mais de tino comercial que John, mas nada tão brilhante assim. O fato é que partiram de Paul as principais ideias a partir daí, o que começou a gerar uma certa ciumeira dos demais. Outra corrente acredita que tudo começou com a chegada de Yoko à vida de John. Apesar de se tratar de um grande caso de amor, o maior da história do rock, não há dúvida de que a presença de Yoko foi um fato absurdamente desagregador. John estava obcecado por ela, e queria sempre sua presença por perto. E ela vinha, e dava palpites, e até sua voz apareceu em destaque na canção ‘Hey Bungallow Bill’, do Álbum Branco. Ela vinha a muitas sessões de gravação, inclusive quando estava doente: numa certa ocasião, após um aborto não desejado, John alugou uma cama de hospital e instalou-a nos estúdios da Abbey Road. Pode?



Então, tenha-se ou não a exata noção de quando começou a acabar, o fato é que o projeto Get Back, como foi chamado, muito apropriadamente, deixou claro que a convivência estava começando a ficar difícil. As sessões até que transcorriam bem, havia alguns momentos do velho bom humor e camaradagem, mas vez por outra, uma observação mais rígida de um levava a uma resposta mais ríspida de outro. Mormente, o ‘um’ citado era o Paul, que se sentia o ‘dono’ do grupo, e principalmente da idéia do projeto, e o ‘outro’ era qualquer um dos outros três. Como as sessões foram todas gravadas em filme, dá para sentir o clima pesado, e a 'boa vontade' como os outros recebiam Yoko e seus palpites. Em um dos momentos, registrou-se uma daquelas trocas de amabilidades, entre Paul e George, que interpretava uma certa opinião daquele como uma intromissão inaceitável no seu modo de ‘pilotar’ a guitarra. A desavença foi mantida na edição final do filme ‘Let It Be’, que existe hoje nas mãos de uns poucos, enquanto o mundo beatlemaníaco aguarda ansiosamente sua edição em DVD.


O grupo precisava calibrar o que vinha sendo ensaiado intramuros com uma execução ao vivo. Algumas sugestões foram discutidas, a maioria esbarrando na inviabilidade de se ter os Beatles aparecendo em qualquer lugar para tocar, assim, do nada, afinal, causaria um tumulto inaceitável. Foi quando Paul, sempre ele, veio com a pergunta: 
“Por que não pegamos a tralha toda e tocamos no terraço do edifício?” 
Por mais estranha que a sugestão pudesse parecer, ela foi imediatamente aceita (lembrem-se do toque de Midas acima mencionado), os membros da produção foram atrás do que era necessário. Devido ao frio e vento que eram esperados, eles foram a lojas de departamentos para comprar meias de mulher, para cobrir os microfones e diminuir o efeito do vento. O interessante foi responder ao balconista que perguntara sobre o tamanho de meia que desejavam, e ouvir como resposta: “Tanto faz!”.

O resto da história??

Avaliação Número 800: Guilherme

Como sabem, monitoramos o desempenho de A Arma Escarlate no SKOOB, site de leitores espetacular.

Noutro dia, celebrei a resenha de Nº 100, sendo 88 com 5 estrelas.

Agora estamos acompanhando o número de avaliações do livro, com a expectativa de que chegue logo a 1000.

Hoje, AAE chegou a 800 avaliações, e a Nº 800 foi capturada neste log de Atividades Recentes. O leitor que avaliou é Guilherme, de Mauá, SP.

Resolvi mostrar este log aqui por bastante alvissareiro. Das 6 atividades que são sempre atualizadas, UMA é do Guilherme declarando que 'já leu', OUTRA é do mesmo Guilherme declarando que 'avaliou' (e o que é melhor, com 5 estrelas), e OUTRAS QUATRO declarando que estão lendo, e com o progresso de leitura de cada um. Outras atividades possíveis são 'marcou como dejado', 'abandonou', 'está relendo'...


É praticamente um sonho de consumo. O melhor mesmo é quando o intervalo entre a primeira e a sexta atividade é bem mais curto. Veja por exemplo, como é dinâmico esse mesmo log, para Harry Potter e as Relíquias da Morte, o ultimo livro da série.

 
Ou seja, em 40 minutos, 6 atividades... uma beleza.... Essse livro tem mais de 130.000 leitores registrados só no SKOOB (crescendo a uma média de 100 a 150 leitores POR DIA), além de quase 600 resenhas e quase 60.000 avaliações

Se AAE chegasse perto disso ...

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