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domingo, 15 de setembro de 2013

Embargos Bolivarianos

Meu amigo João sempre atento, me mandou 3 emails. Num primeiro, depois de passear pelas tendências nossas e dos países vizinhos diagnosticou:
 América Latina está polarizada entre os lúcidos Chile, México, Colômbia, Peru (?) (Acordo do Pacífico), Panamá, Costa Rica...e a confraria bolivariana, liderada pela Venezuela, Cuba, Argentina, Bolívia, Equador... e com  o Brasil no muro, mas quase pendendo para lado dos bolivarianos, ainda que numa versão, digamos, "moderada"
E concluiu com uma brilhante e viva constatação:
Veja que tragicômica é a confraria bolivariana: liderada por um morto, com apoio ideológico de um quase morto, igual apoio da esposa de outro morto, e pelos demais que se fazem de mortos...e usam em vão o nome de um morto que, se estivesse vivo, certamente não concordaria com nada disso...
Nos outros dois emails, os embargos supremos são o tema

Destaco um artigo de Cony, na Folha, que transcrevo  o aqui
Todos são homens honrados ("All honourable men"). Na cena do funeral de César, nos idos de março, Shakespeare fez Marco AntÃ?nio pronunciar o famoso discurso --obra-prima da literatura universal. O mesmo se poderia dizer da sessão do STF que terminou empatada a respeito dos embargos infringentes. Como leigo --e, mais do que leigo, ignorante na maioria dos atos e fatos da sociedade humana--, não pretendo entrar no mérito da questão, dou de barato e por justiça que todos os ministros daquela corte são homens doutos em lei e, sobretudo, honrados. 
O que me chamou a atenção é que nenhum dos magistrados se declarou impedido de julgar uma questão que já tinha sido julgada por um plenário anterior. Afinal, os dois novos ministros, homens acima de qualquer suspeita, indicados recentemente por dona Dilma, nada perderiam em talento e formosura se se declarassem impedidos de apreciar a decisão de um colegiado do qual não participaram nem tiveram tempo para destrinchar os complicados labirintos que foram investigados exaustivamente pelos demais ministros. 
Não insinuo caráter político na decisão que tomaram. Mas os votos que deram não deixaram de ser uma emenda no soneto que não fizeram. Elogiável a atitude do ministro que declarou votar de acordo com a sua consciência --acredito que todos fizeram o mesmo. Mas o desdém pela opinião pública, tão explicitamente confessada, lembrou-me aquela passagem do Evangelho em que Jesus Cristo perguntou aos apóstolos o que a opinião pública daquele tempo pensava dele mesmo. Foram citados os grandes profetas do Velho Testamento, somente Pedro acertou na mega-sena e tornou-se a pedra sobre a qual a nova religião seria fundada. A opinião pública, certa ou errada, é fator que produz história 
Do último, apenas forneço o link
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/129141-teorias-evolutivas.shtml

Mas complemento torcendo para que uma pedra mágica apareça para iluminar o decano Celso de Mello.... Pensando bem, é só ele lembrar-se de coisas que ele mesmo falou


Achava melhor chamar um Desembargador pra ver se acaba com essa ideia de embargos....

É Amanhã!!!

2 comentários:

  1. Lendo o trecho "Veja que tragicômica é a confraria bolivariana: liderada por um morto, com apoio ideológico de um quase morto, igual apoio da esposa de outro morto, e pelos demais que se fazem de mortos...e usam em vão o nome de um morto que, se estivesse vivo, certamente não concordaria com nada disso...", pensei em D. Pedro I bradando INDEPENDÊNCIA OU MORTE!
    Pelo visto a maioria dos bolivarianos escolheu a morte e, para nós brasileiros, o brado virou pergunta: independência ou morte?

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  2. Homerix,

    O tema é meritório de monitoramento e atenção. Sugiro uma navegada no Editorial de hoje, sob o título "Hijo de papá", publicado em de um dos mais importantes e sérios matutinos venezuelanos, o El Nacional: http://www.el-nacional.com/opinion/editorial/Hijo-papa_19_267763223.html

    Veja o extrato:

    ABRASPAS
    Ejemplo palpable de la descomposición moral de la revolución
    bolivariana es el nepotismo crónico practicado por los máximos dirigentes del PSUV, desde su extinto presidente fundador –que puso a toda su familia donde había para hacer su agosto, y cuya descendencia sigue viviendo a costa del contribuyente en la residencia presidencial La Casona–, hasta el heredero y su cónyuge, quienes engranaron a un buen número de parientes suyos en la maquinaria burocrática de la Asamblea Nacional, la cual presidieron uno antes que la otra, pasando por Cabello, que -como si estuviese jugando más a las damas que al ajedrez- ha sabido colocar estratégicamente a hermanos, tíos, primos, sobrinos y demás familiares y amigos en el tablero del poder.

    Maduro reincide en esa enojosa práctica, convirtiendo a su primogénito en delfín, como hicieron en su momento Anastasio “Tacho” Somoza, François, “Papa Doc” Duvalier y el semidiós coreano Kim Il-sun con sus hijos, creyendo tal vez que así como él se sacó la lotería cuando el occiso lo premió con la sucesión, también su muchacho podría eventualmente ir para el baile.
    FECHASPAS

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